Gramática massacrada

Por Daniel Melo*

O jornalista Hiel Levy costuma dizer que eu tenho alma de jornalista. Eu realmente aprecio a boa e a precisa informação, mas aprecio a informação dada de forma correta, tanto na veracidade quanto na linguagem. Confesso. Tenho lido e ouvido algumas aberrações que me fazem inquirir acerca dos manuais de redação dos veículos de comunicação. Estarão sendo eles consultados? Onde estão os revisores?

Vamos lá. O jornal de maior circulação do Amazonas, resolveu agora insistir na palavra agravante, usando o termo “um agravante”. Ora, agravante é do gênero femenino, portanto, deve-se usar sempre “uma agravante”. É só consultar nossos especialistas na língua de Camões. O que mais impressiona não sãos os erros; mas a insistência em cometê-los!

É preciso encarar este problema com seriedade. Agora, por favor, não me venha com o tal “encarar de frente”. Será que é possível encarar de costas? E o “habitat natural” dos povos amazônicos? O habitat por si só já é natural. Que redundância clássica!

Recentemente em um programa esportivo de televisão, a entusiasmada apresentadora soltou esta: “o onibus que conduziam os atletas”. Existe algo pior? Sim. O pior é saber que ela tentou corrigir uma frase que anteriormente havia sido pronunciada de forma correta: o ônibus que conduzia os atletas.

Aqui não se trata de purismo gramatical. Estamos a falar de correções da linguagem informativa. Tratar o idioma com respeito deve ser prioridade para quem faz da comunicação o seu sustento. Não falo somente sobre jornalistas; falo de homens públicos, líderes religiosos, políticos, professores, enfim: todos os que são formadores de opinião e influenciadores dos que os leem e os ouvem!

*O autor é pedagogo e pastos da Igreja de Deus Pentecostal do Brasil

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Este post tem um comentário

  1. alcemir filho

    corrigindo: feminino e não femenino

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