Getúlio Vargas entra em mobilização para conscientização sobre a Aids

Perda rápida de peso, febre prolongada, diarreia, aumento de gânglios e tosse persistente estão entre os sintomas da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a Aids. A doença marcou profundamente a década de 1980, causando milhões de mortes em todo o mundo. Mesmo não sendo referência na área, o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-UFAM), da Rede Ebserh, entende a importância da campanha Dezembro Vermelho – mobilização voltada à prevenção, ao diagnóstico e ao cuidado das pessoas que vivem com HIV e outras ISTs – e traz o tema para discussão neste mês.

Segundo Márcia Melo Damian, médica intensivista da Unidade de Vigilância em Saúde do HUGV-UFAM/Ebserh, há muito o que comemorar quando se fala das taxas de transmissão. “Com muito engajamento das equipes da área da saúde que atuam nos diversos níveis de atendimento, os avanços nas tecnologias para o diagnóstico precoce, a disponibilidade de testes em locais de difícil acesso, a oferta de terapia antiretroviral oportuna e pré-natal com profilaxia adequada, visualizamos uma expressiva diminuição da taxa de transmissão vertical”, celebra.

Márcia Damian ressalta que não é possível “relaxar”, por isso a importância da campanha Dezembro Vermelho ser um momento de discussão e revisão do que há de novo, em especial no contexto da prevenção e das profilaxias pós e pré-exposição. “Apesar de o HUGV não ser referência para HIV/Aids, somos especializados em procedimentos de média e alta complexidades nas diversas áreas clínicas e cirúrgicas. Vários pacientes são regulados para nosso serviço. Dessa forma, acredito que devemos sempre estar nos atualizando para melhor atender aos que nos buscam”, observa a especialista.

Recomeçar pela informação e pela prevenção

O Hospital Universitário Getúlio Vargas, por meio da Unidade de Vigilância em Saúde, realizou, neste mês de dezembro, o I Workshop de HIV/Aids, integrando a campanha Dezembro Vermelho. Com o tema “I igual a Zero – Recomeçar pela informação e pela prevenção”, a iniciativa buscou fortalecer a promoção da informação, da prevenção, da assistência e do combate ao estigma relacionado ao HIV.

A programação completa incluiu palestras e oficinas com temas como epidemiologia atual do HIV no Amazonas, profilaxia pós-exposição (PEP), profilaxia pré-exposição (PrEP), acolhimento ao paciente com HIV e triagem e diagnóstico. Além disso, foram realizadas blitze educativas nas unidades de internação, com orientações, panfletagem, dinâmicas, distribuição de preservativos e brindes.

“Para nós, este workshop representa um compromisso contínuo com a formação e a sensibilização das nossas equipes. Promover informação de qualidade é um passo essencial para reduzir o estigma e garantir um cuidado mais humanizado às pessoas que vivem com HIV. O HUGV reforça, com este evento, sua dedicação à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao acolhimento integral dos nossos pacientes”, destacou o superintendente Plínio José Cavalcante Monteiro.

Além de infectologistas da Unidade de Vigilância Epidemiológica do HUGV-UFAM/Ebserh, o evento contou com especialistas da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e da Coordenação Municipal de IST/HIV/AIDS da Semsa Manaus, também parceiros do evento.

Sobre o Dezembro Vermelho 

A data é uma mobilização voltada à prevenção, ao diagnóstico e ao cuidado das pessoas que vivem com HIV e outras ISTs. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1987, o Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro. No Brasil, a campanha foi oficializada pela Lei nº 13.504/2017 e se consolidou paralelamente à construção do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Sobre a Ebserh

O HUGV-Ufam faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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