Estado diz que não é alvo da operação “Mau Caminho”. Como assim?

O governo estadual divulgou uma nota tímida, em que não se aprofunda nas explicações sobre o desvio de pelo menos R$ 110 milhões da saúde pública, mas afirma que “não é alvo da ação policial”.

Veja a íntregra:

“O Governo do Estado do Amazonas informa que vai solicitar à Polícia Federal, por meio da Controladoria Geral do Estado (CGE), acesso às investigações sobre o Instituto Novos Caminhos. A Organização Social tem contrato para administrar as unidades, UPA Campos Salles, em Manaus, Centro de Reabilitação em Dependência Química (CRDQ), em Rio Preto a Eva e UPA 24 horas e Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga.

O Governo determinou que a Secretaria de Estado da Saúde (Susam), inicie imediatamente o acompanhamento direto da gestão das unidades de saúde atendidas pelo Instituto. Um grupo gestor será formado para garantir que os atendimentos à população não sejam prejudicados. O governo determinou ainda que, dentro do trabalho de revisão dos contratos da rede de saúde que vem sendo realizado pelo estado, seja verificado imediatamente o contrato com a Organização Social. O estado ressalta que não é alvo das investigações e que toma providências para colaborar com o que for necessário.”

Há uma intensa movimentação da assessoria do governo para tirar o máximo de veículos de comunicação da cobertura da operação. Isso por sí só mostra o quanto a administração estadual sabe que é grave a situação.

Por outro lado, a nota do MPF deixa claro que a investigação foi ao âmago do governo, que é alvo, sim, da operação.

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