A partir do dia 26 de maio de 2026, empresas de todo o país passarão a ser fiscalizadas conforme as exigências da nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece as diretrizes gerais de Saúde e Segurança do Trabalho. A atualização da norma amplia a atenção aos riscos ocupacionais, incluindo fatores psicossociais relacionados à saúde mental dos trabalhadores, e exige que as organizações adotem medidas preventivas para garantir ambientes laborais mais seguros e saudáveis.
A NR-1 funciona como base para todas as demais normas regulamentadoras ligadas à segurança do trabalho no Brasil. Entre as principais mudanças, está a obrigatoriedade de identificar, avaliar e gerenciar riscos que possam afetar a saúde física e mental dos colaboradores, como excesso de pressão, sobrecarga, assédio e ambientes organizacionais adoecedores.
Segundo o psicólogo organizacional e do trabalho Racing Brito, que também atua como técnico de segurança do trabalho há mais de 10 anos, muitas empresas ainda desconhecem a dimensão das novas exigências e podem enfrentar dificuldades caso não iniciem o processo de adequação o quanto antes.
“Não se trata apenas de cumprir uma obrigação legal. A NR-1 reforça algo que já vinha sendo debatido há anos: a necessidade de cuidar das pessoas dentro do ambiente de trabalho. Empresas que investem em prevenção conseguem reduzir afastamentos, melhorar o clima organizacional e aumentar a produtividade”, destacou.
O especialista explica que a atualização da norma acompanha uma realidade cada vez mais presente nas organizações: o crescimento de problemas relacionados à saúde mental no ambiente corporativo.
“Muitas vezes, o trabalhador já apresenta sinais de desgaste emocional e a empresa não percebe ou não sabe como agir. A atualização da NR-1 chama atenção justamente para essa responsabilidade de identificar riscos antes que eles se transformem em adoecimento”, afirmou Racing Brito.
Além da preocupação com o bem-estar dos colaboradores, a adequação à norma também evita sanções durante as fiscalizações, que começam oficialmente no fim de maio. Empresas que descumprirem as exigências poderão sofrer notificações, multas e até responder judicialmente em casos mais graves.
Para Racing Brito, o momento é de conscientização e planejamento. “A orientação é que as empresas não deixem para se adequar na última hora. É importante revisar processos internos, ouvir os colaboradores e buscar apoio técnico especializado. A prevenção sempre será o melhor caminho”, concluiu.
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