O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União), reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do Governo Federal para discutir medidas de enfrentamento à estiagem prevista para este ano e a ampliação dos repasses federais destinados à saúde no estado. O encontro foi articulado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e desagradou o senador Omar Aziz (PSD), que é o candidato oficialmente apoiado pelo Palácio do Planalto ao Governo do Amazonas.
Durante o encontro, Cidade apresentou a preocupação do Governo do Amazonas com os efeitos da seca, que pode atingir principalmente os municípios do interior e impactar cerca de 300 mil famílias amazonenses em 2026. O governador solicitou apoio e recursos federais para reforçar as ações preventivas e reduzir os impactos sobre a população.
“Estamos nos antecipando. A estiagem pode ser severa e impactar cerca de 300 mil famílias, principalmente no interior. Viemos buscar o apoio do Governo Federal para que possamos preparar o Amazonas e garantir assistência às pessoas que mais precisam”, afirmou Roberto Cidade.
A reunião também teve como pauta a saúde pública. O governador discutiu com o presidente e ministros a necessidade de ampliar os repasses federais para o Amazonas, com o objetivo de fortalecer a rede de atendimento e ampliar a capacidade de assistência à população.
Segundo Cidade, a parceria institucional entre Estado e União é fundamental para enfrentar os principais desafios do Amazonas.
“Nosso compromisso é cuidar das pessoas. Independentemente de qualquer diferença, vamos manter o diálogo e trabalhar em parceria com o Governo Federal naquilo que for bom para o Amazonas. Quando existe diálogo, entendimento e trabalho, quem ganha é a população”, destacou o governador, sinalizando que não formaria um segundo palanque para Lula no Estado, apesar de ter a seu lado um lulista declarado, o vice-governador Serafim Corrêa (PSB).
O Governo do Amazonas trabalha na preparação de medidas para enfrentar os efeitos da estiagem, com atenção especial às comunidades do interior, onde a redução do nível dos rios pode afetar o transporte de pessoas, alimentos, medicamentos e outros serviços essenciais.
“Vamos continuar trabalhando, buscando recursos e construindo soluções. O interesse do povo do Amazonas estará sempre em primeiro lugar”, concluiu Roberto Cidade.
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