Em sessão virtual da ALEAM, conselheiro faz duro ataque a Wilson, que anuncia processo

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O conselheiro Ari Jorge Moutinho Junior, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), surpreendeu a todos durante audiência pública virtual da Assembleia Legislativa, ontem, e fez um duro pronunciamento, que ele próprio definiu como “desabafo”, acusando o governador Wilson Lima (PSC) e a direção da empresa Cigás de impedirem o desenvolvimento do Estado, mantendo o monopólio do mercado de gás. À noite, o mandatário reagiu anunciando que vai à Justiça contra seu acusador.

O episódio é mais um capítulo da chamada “Guerra do Gás”. A audiência era para discutir justamente alternativas para este mercado. A Assembleia Legislativa chegou a aprovar projeto do presidente Josué Neto (PRTB), quebrando o monopólio da Cigás, mas o governador Wilson Lima o vetou, atendendo recomendação da Procuradoria Geral do Estado, que viu irregularidades no processo. O veto ainda não foi levado a plenário.

Moutinho e seus colegas do TCE-AM já haviam se manifestado sobre o tema, recomendando ao Governo do Estado que abrisse o mercado. Ontem, entretanto, o conselheiro foi além e usou termos fortes para se referir ao governador, aos diretores e aos empresários que controlam a Cigás. Chegou a criticar o ex-vice-governador Samuel Hanan, que segundo ele faria parte do grupo que vendeu a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), o Banco do Estado e controla a estatal do gás. Indicou até “formação de quadrilha”. Segundo ele, o grupo estaria impedindo o desenvolvimento do Estado.

“Repudio veementemente as acusações a mim proferidas. A postura é absolutamente inadequada a liturgia que deve ser seguida no exercício do cargo por ele ocupado. A democracia permite idéias divergentes, mas são inadmissíveis ataques a honra de quem quer que seja. Não é um ataque vil ao cidadão Wilson Lima. É uma ofensa grave ao cargo de governador constituído democraticamente pelo povo”, reagiu o mandatário.

Wilson Lima disse ainda que tomaria as “providências legais cabíveis para que tal conduta seja apurada e punida pela justiça”.

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