O candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (20/08), que o Amazonas precisa eleger representantes que conheçam profundamente a Zona Franca de Manaus e estejam preparados para defendê-la no Congresso Nacional. Foi uma cutucada em Plínio Valério (PSDB), seu concorrente, que afirmou em evento com empresários no ano passado que não entendia “porra nenhuma de Zona Franca”.
Durante reunião com entidades do setor produtivo, o ex-governador também apresentou os avanços econômicos alcançados durante sua gestão e destacou a maior redução de impostos da história do estado.
“É inadmissível que alguém possa dizer publicamente que não entende nada sobre a Zona Franca de Manaus, que é a principal atividade econômica do Amazonas, impulsiona o comércio, é a maior arrecadadora de impostos e a maior empregadora do estado. Se a gente perde a indústria, o comércio também acaba sendo prejudicado, assim como todas as outras atividades econômicas”, afirmou Wilson.
No Senado, Wilson se comprometeu a continuar próximo das entidades representativas, defendendo os incentivos e a competitividade da Zona Franca durante a implantação da reforma tributária. Também pretende buscar investimentos para portos, hidrovias, aeroportos, Distrito Industrial e soluções logísticas que garantam o transporte de cargas durante os períodos de seca.
“Essa decisão precisa ser tomada na direção de gente que conhece, de gente experimentada e que tem a casca grossa. O Amazonas vive um momento promissor e tem um potencial muito grande. Temos desafios que precisam ser superados, mas estou muito otimista e acredito que podemos avançar cada vez mais”, concluiu.
O encontro reuniu aproximadamente 70 lojistas, comerciantes, empreendedores e representantes de entidades ligadas ao comércio, à indústria, ao mercado imobiliário, à construção civil, à contabilidade, ao setor supermercadista e a outros segmentos. A conversa foi conduzida pelo presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, e contou com a participação do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL-AM), Ezra Benzion.
Também participaram da reunião o vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Hélio Alexandre; o vice-presidente da Associação Amazonense de Supermercados (Amase), Jonas Barbosa; e o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas e Roraima (Corecon-AM/RR), Marcio Paixão Ribeiro.
Wilson apresentou aos participantes os principais avanços realizados para melhorar o ambiente de negócios, ampliar o acesso ao crédito e reduzir impostos. Entre as medidas, destacou a redução de 50% do IPVA, o Refis com descontos de até 95% em multas e juros e a redução do ICMS para bares, restaurantes, medicamentos, serviços de comunicação e combustíveis da aviação.
Também lembrou que, durante a seca, o Governo parcelou o pagamento do ICMS para cerca de 26 mil contribuintes, dando mais fôlego ao comércio para manter os estoques, evitar o desabastecimento e proteger os empregos. Apesar da pandemia, das secas severas e das dificuldades logísticas, o Amazonas manteve o crescimento da economia e do emprego. Wilson citou o faturamento recorde de R$ 227,6 bilhões alcançado pela Zona Franca em 2025 e os 1.793 projetos aprovados pelo Codam desde 2019.
Wilson ressaltou que a construção dessas medidas foi resultado do diálogo permanente com quem produz, emprega e movimenta a economia. Segundo ele, uma das principais lições que aprendeu enquanto esteve à frente do Governo do Amazonas foi que a comunicação não se resume a falar, mas exige, sobretudo, saber ouvir.
“Mesmo sendo formado em comunicação e jornalista de formação, foi nesse período que aprendi a maior lição da comunicação: não é falar, é ouvir. Nada é mais importante em um momento de crise do que o diálogo. Essa conversa com os setores produtivos, principalmente com o comércio, foi fundamental para que a gente pudesse avançar e superar momentos difíceis”, disse.
O presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, afirmou que Wilson manteve um canal direto com as entidades empresariais, especialmente nos momentos mais difíceis da pandemia. Segundo ele, as decisões que afetavam o funcionamento do comércio eram debatidas com os representantes do setor.
“Todas as vezes em que era necessário fazer um decreto, a gente conversava e desenhava em conjunto. Muitas atividades, como supermercados, lojas de material de construção e outros estabelecimentos, foram liberadas porque ele tinha essa convicção. Foram momentos duros e difíceis, mas poucas pessoas tiveram a tranquilidade que ele teve”, declarou Ralph.
O presidente da FCDL-AM, Ezra Benzion, também lembrou que essa capacidade de escuta foi decisiva durante a pandemia, quando empresários e trabalhadores enfrentaram um dos períodos mais difíceis para a atividade econômica.
“Ele escutava as pessoas que estavam no dia a dia, os empresários, os comerciantes e as pessoas que precisavam abrir seus negócios. Teve a sensibilidade de encontrar, dentro do que era possível, uma forma para que as empresas conseguissem funcionar. O Amazonas teve feridas, mas o comércio conseguiu atravessar esse período”, afirmou Ezra.
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