Por Epitácio de Alencar Neto*
Apenas uma hipótese, por mais ridícula que possa parecer: e se Moro e demais heróis nacionais, sobretudo em seus métodos eletrizantes, estiverem do lado errado?
Nem chega a ser uma hipótese, é mais uma lucubração histórica. Já tivemos tantas certezas inequívocas, em todos os campos de nossa atuação humana. Certezas físicas, químicas, biológicas, bioquímicas, médicas, legais, morais, espirituais, alimentares, sócio-políticas, raciais, sexuais etc.
Chegamos muito longe, mas esse “avanço” paradoxalmente parece não nos ter trazido certezas, mas incertezas. A incerteza de conhecer demais, sem compreender tudo e possivelmente sabendo pouco. E apesar de vivermos essa era de incertezas, nunca se teve tanta certeza no Brasil. Certeza de quem é honesto, certeza de quem é moderno, certeza do certo, certeza do justo, certezas múltiplas. Uma certeza ampla, geral e irrestrita e irascível e burra e, provavelmente, furada.
E então, se ainda for permitido fazê-lo sem ofender, permito-me perguntar sem intuir resposta alguma. E se?
*O autor é advogado, procurador e ex-presidente da Comissão Geral de Licitação do Estado
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Este post tem um comentário
“E se o homem com que eu casar vier amanhã a se separar de mim? Como escolher a pessoa certa para o casamento?” – foi o que certa vez uma mulher me perguntou. A questão também levanta um SE. Tem a ver também com algo que está no futuro. Respondi àquela mulher: como não temos bola de cristal, não sabemos o dia de amanhã, nosso papel e nossa obrigação é tomar todas as decisões com o melhor da nossa consciência no dia de HOJE. O futuro a gente entrega a Deus. Incompreensível seria se, depois de saber que a pessoa é mau caráter, ainda assim tomar a decisão de casar com tal pessoa. Portanto, o importante não é saber se o casamento dará errado AMANHÃ, mas se tal decisão foi tomada com o melhor da consciência no dia de HOJE. Acredito que o mesmo princípio cabe aqui e em muitos outros casos em que não se pode prever o futuro.