O anúncio da realização do 55º Festival Folclórico de Parintins, após dois anos, acendeu a expectativa de uma festa grandiosa e a maior de todos os tempos para os bois-bumbás Caprichoso e Garantido.
O presidente do boi-bumbá Caprichoso, Jender Lobato, afirmou que a expectativa da nação azul e branca é a maior possível. Para ele, o festival representa resistência por meio da cultura, paixão e milhares de vidas que dependem da realização do Festival de Parintins.
“O Caprichoso preparou um grande espetáculo. O Caprichoso trabalhou muito, fez campanha para que todo mundo usasse máscara, campanha de vacinação dentro do curral, campanha para que a gente pudesse se proteger da Covid-19. Graças a Deus chegou o grande dia, esse dia vai ficar marcado na história como o dia do recomeço, o dia da recontagem do tempo que perdemos lá atrás”, destacou Jender Lobato.
O presidente do boi-bumbá Garantido, Antônio Andrade, descreveu o momento como um dia de felicidade e esperança pelos dois anos sem o festival folclórico. Ele espera o maior festival de toda a história de Parintins.
“Com certeza vai ser (o maior festival). Primeiro de público, eu vejo aquela cidade lotada de gente e vejo também esses dois anos se transformando num momento. É muita expectativa, muita vontade, muito querer, muita adrenalina também. E eu vejo um festival muito grande”, enfatizou Antônio Andrade.
Paixão
O estudante de Serviço Social, Patrick Lira, 23, conta que o tempo sem festival foi um período difícil para quem é apaixonado por Parintins. Nascido em Manaus com família parintinense, ele comparecia na festa desde 2017, antes da pandemia. Agora, a expectativa é retornar para o que promete ser a maior edição.
“A expectativa do festival este ano é a maior possível. A gente realmente quer ir vacinado, todo mundo protegido, porque a gente quer reviver essa emoção. Toda a galera do Garantido está com essa expectativa. E eu acho que este ano o festival vai voltar como um dos maiores festivais dos últimos anos”, declarou o estudante.
A torcedora do Caprichoso, Clice Moura, 37, revela que nunca chegou a conhecer a ilha, mas em 2022 realizará o sonho de acompanhar de perto o espetáculo.
“Acho que a palavra que mais descreve vai ser emoção. Emoção de uma festa tão bonita, de uma festa tão rica e que ajuda muitas famílias também, de várias maneiras. A gente vai estar lá por aqueles que se foram, que todo ano participavam e este ano não vão estar lá. Acho que emoção é o que descreve tudo isso”, disse a torcedora.
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