Deputado mostra Caimi que custou R$ 1,7 milhão abandonado na Colônia Oliveira Machado

Nesta quarta-feira, 4, o deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) denunciou o abandono do CAIMI Dr. Paulo Lima, localizado no bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul de Manaus. Em Sessão Ordinária, o deputado relatou que mesmo com a obra de reforma finalizada desde janeiro de 2024 e um investimento de R$ 1.751.883,01 em recursos públicos, a unidade permanece fechada, sem previsão para início dos atendimentos voltados à população idosa.

O centro especializado, que deveria oferecer serviços como consultas médicas em geriatria, psicologia, fisioterapia, odontologia, nutrição, exames de imagem, além de oficinas e atividades de grupo para promoção da saúde da terceira idade, está sendo tomado pelo mato. A reforma do prédio, iniciada em 2022 e entregue pela UGPE à SES-AM no início deste ano, incluiu pintura, troca de piso, instalação elétrica e hidráulica, além de melhorias sanitárias.

“O nosso intuito é construir e orientar o Governo, mas como posso concordar com uma imagem que mostra um CAIMI reformado, sendo consumido pelo mato há mais de um ano? Colado a um CAIC. A desculpa do Governo é que estão há um ano tentando comprar mobiliário. Esse CAIMI foi entregue pela Seinfra em janeiro de 2024, era para estar atendendo os idosos”, afirmou.

De acordo com informações do Portal da Transparência, 51 servidores estão atualmente lotados na unidade, incluindo um diretor nomeado por cargo comissionado. Ainda assim, a unidade segue inativa. Para Barreto, a ausência de gestão da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) é o principal obstáculo para a reabertura do CAIMI.

“Como é que uma obra dessa magnitude não entra no radar da importância para a secretaria? Estou fazendo um apelo da mesma forma que eu fiz e estou fazendo dos CAICs. É de se indignar, os idosos precisam de uma atenção especial”, reforçou.

O parlamentar lembrou ainda que em fevereiro deste ano, idosas da Associação Theodomiro Garrido realizaram um protesto denunciando o abandono do local e cobrando providências. A manifestação foi registrada por veículos de imprensa e gerou repercussão, com a SES-AM afirmando que a unidade ainda aguarda a chegada dos mobiliários adquiridos via processo licitatório. No entanto, a previsão de reabertura no primeiro semestre do ano está se encerrando sem nenhuma novidade concreta.

Cobrança

Diante da gravidade da situação, Wilker protocolou um requerimento e dois ofícios direcionados à SES-AM e ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), solicitando explicações sobre o atraso e o destino dos servidores. Ele também anunciou que irá até o local nesta semana para cobrar pessoalmente uma solução.

“Quando a Secretaria de Saúde quer ser célere para fazer o que não deve, é rápida na dispensa. Mas, para comprar mobiliário e colocar o CAIMI para funcionar, é uma lentidão, é uma morosidade. Espero que o Ministério Público esteja acompanhando e, principalmente, que essa minha fala chegue até a secretária de Saúde. Já que ela não gosta de sair do ar-condicionado, que mande alguém visitar o CAIMI, porque eu irei lá essa semana cobrar pessoalmente”, concluiu.

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta