Com a triste ocorrência de Blumenau, na quarta-feira (05 de abril) quando 4 crianças foram mortas em uma creche, acendeu o alerta de algo que precisa ser feito. Ambientes escolares, em todos os níveis de ensino, são alvos vulneráveis, e, por isso, inúmeras propostas de enfrentamento a este tipo de violência estão pautadas, pelo governo federal, para serem apresentadas em 90 dias. Foi anunciado a liberação de R$ 150 milhões de reais para o patrulhamento escolar; empresas de comunicação estão mudando suas políticas de publicações desse tipo de ocorrência, decidindo não mostrar as imagens dos autores, afirmando que eles buscam a notoriedade. Às vésperas do Dia de Combate ao Bullying nas escolas (07 de abril), estamos diante de uma crise que necessita de Respostas Rápidas e Eficientes sobre o assunto.
Recentemente, em Manaus, vivenciamos três ocorrências quando duas universidades foram invadidas no mesmo dia e dentro delas as ocorrências acontecerem com disparo de arma de fogo, alvejando inclusive o segurança da instituição; e no início da semana a ameaça de massacre em uma escola da zona norte de Manaus deixou alunos e familiares em pânico. A ameaça foi compartilhada, em forma de print de tela, com os alunos, que enviaram aos pais pedindo ajuda. Uma rápida evacuação da unidade e a rápida chegada da polícia no local causou tumulto com repercussão na internet. O perfil utilizado tomou como exemplo a recente ocorrência envolvendo um adolescente de 13 anos em São Paulo, o texto dizia que faria o mesmo.
Como prever o imprevisível? Para essas situações algo urgente precisa ser feito. A cooptação de adolescentes e Jovens para esse tipo de crime que choca uma nação precisa ser combatida com uso de tecnologia para identificar as fontes. Os especialistas nesta área ressaltam que as características dos que cometem esse tipo de violência estão sempre relacionadas a pouca idade, histórico de violência doméstica, solidão, falta de acompanhamento familiar e escolar, no geral são pessoas que passam muito tempo ociosos em casa, buscando na internet razão para suprir suas carências.
Diante da alta dos casos de ataques a escolas e das ameaças, as estratégias já precisam ser implementadas em caráter de urgência nas três esferas de governo e aqui falo da efetivação da POLÍTICA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL (PNSPDS) que está disponível para estados e municípios. As estratégias garantem integração, coordenação e cooperação federativa, interoperabilidade, liderança situacional, modernização da gestão das instituições de segurança pública, valorização e proteção dos profissionais, complementaridade, dotação de recursos humanos, diagnóstico dos problemas a serem enfrentados, excelência técnica, avaliação continuada dos resultados e garantia da regularidade orçamentária para execução de planos e programas de segurança pública.
Cabe ao Amazonas a Criação de um Comitê Integrado de Segurança Escolar, e como o nome sugere, todas as instituições relacionadas, em todas as esferas, devem agir de forma planejada e integrada. O trabalho realizado isoladamente, não alcança os mesmos resultados daqueles realizados sob ações coordenadas como prevê o Sistema de Defesa Social, incluso na lei nº 13.675 do governo federal. Sei que é uma demanda muito específica, mas de extrema urgência. Outro ponto que sempre defendo é o uso de tecnologias para o combate a esse tipo de ocorrência; câmeras de monitoramento que detectam a rotina das escolas e a movimentação fora do padrão. Treinamento para rápida evacuação, treinamento mostrando estratégias de proteção pessoal com uso de mesas, cadeiras, saídas de emergências, esconderijos, podem assim evitar esse número crescente de vítimas. Capacitação para todo o sistema Integrado de segurança no atendimento às ocorrências em escolas, criação de um manual de patrulhamento e segurança escolar, por exemplo.
Um novo Pacto de proteção social entre família, comunidade escolar, sociedade local, governos geram uma rede de monitoramento e apoio que precisamos compreender e pôr em prática, mantendo os canais de conversas abertos sobre o assunto no Brasil.
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