De Zeca Pagodinho à Grande Rio, homenagens a Paulo Onça passam por autoridades, artistas, amigos e muito samba de enredo no velório na quadra da Vitória Régia

O corpo do cantor e compositor Paulo Juvêncio de Melo Israel, o popular Paulo Onça, está sendo velado desde a noite de ontem na quadra da escola de samba Vitória Régia, na Praça 14 de Janeiro, zona sul de Manaus. Foi ali que ele começou a carreira, quatro décadas atrás. Enquanto amigos e a família pranteavam o artista falecido na quadra, do lado de fora ritmistas de diversas agremiações tocavam e cantavam sambas de enredo em homenagem a ele. Nas redes sociais, personalidades como Zeca Pagodinho lamentaram o falecimento, assim como as principais autoridades do Estado.

A escola de samba Acadêmicos do Grande Rio postou na sua página no Instagram, na função stories, uma arte em preto e branco em homenagem a Onça, autor do samba em homenagem a Ivete Sangalo que desfilou na Marquês de Sapucaí em 2017.

Os três senadores do Estado, deputados federais, estatuais, prefeitos e vereadores também postaram em homenagem ao artista, falecido ontem depois de cinco meses de tratamento após agressão sofrida em dezembro.

Veja outras homenagens:

Zeca Pagodinho

Descanse em paz, Paulo Onça! O sambista Paulo Juvêncio de Melo Israel, o Paulo Onça, 63 anos, fez sua passagem nesta segunda-feira (26), em Manaus. Nossos sinceros sentimentos para os familiares, fãs e amigos desse sambista tão querido.

Governo do Amazonas

O Governo do Amazonas lamenta, com profundo pesar, o falecimento do compositor amazonense Paulo Juvêncio de Melo Israel, o Paulo Onça, nesta segunda-feira (26/05), aos 63 anos. O sambista estava internado desde o dia 5 de dezembro, em Manaus, após agressão durante um acidente de trânsito. Paulo Onça deixa um legado marcante na cultura popular brasileira, especialmente nos desfiles das escolas de samba. Dono de versos que emocionaram multidões, ele assinou sambas memoráveis, entre eles o enredo da Acadêmicos da Grande Rio em homenagem à cantora Ivete Sangalo, em 2017 – uma obra que ficou registrada como um dos momentos mais celebrados do Carnaval carioca. O primeiro grande sucesso do compositor foi o samba-enredo “Nem Verde e Nem Rosa”, que levou a Escola de Samba Vitória Régia ao título de campeã do carnaval manauara em 1990. Ao longo de sua trajetória, escreveu mais de 130 músicas e teve suas composições interpretadas por grandes ícones da música brasileira, como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e o grupo Exaltasamba, reafirmando sua importância e respeitabilidade no cenário nacional. Neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e admiradores de Paulo Onça. Sua voz e sua poesia seguem eternas nas rodas de samba.

Prefeitura de Manaus

O prefeito de Manaus, David Almeida, manifesta profundo pesar pelo falecimento do sambista e compositor amazonense Paulo Juvêncio de Melo Israel, conhecido como Paulo Onça, ocorrido nesta segunda-feira, 26/5. “Paulo Onça foi mais do que um sambista: foi a alma do samba de Manaus. Sua partida nos entristece profundamente, mas seu legado será eterno. A cultura manauara hoje está de luto”, lamentou David Almeida. Figura central na história da música popular do Amazonas, Paulo Onça dedicou mais de 45 anos de sua vida à arte e à valorização do samba como expressão da alma manauara. Com mais de 130 composições, teve suas obras interpretadas por ícones nacionais como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Leci Brandão e Exaltasamba, levando o nome de Manaus para todo o Brasil. A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), acompanhará todos os trâmites relacionados ao velório e à homenagem póstuma ao artista.

Manauscult

“Com profunda tristeza recebemos a notícia do falecimento do artista Paulo Onça, um nome que marcou a cultura brasileira com seu talento, irreverência e compromisso com a arte popular. Paulo foi uma figura essencial na cena cultural de Manaus, deixando um legado que permanecerá vivo em nossa memória”, afirmou o diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato. Além de sua genialidade artística, Paulo Onça foi um defensor incansável da cultura popular, contribuindo com escolas de samba locais e do Rio de Janeiro, como a Grande Rio, e inspirando gerações de músicos e compositores.

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