Davi vs Golias

Tem dinheiro, dá pra fazer! Esse foi um quase bordão que viralizou ou memerizou na última campanha para prefeito de Manaus.

E, por meio dessa frase que ainda martela o cocuruto de muitos de nós, traço um paralelo entre o seu real significado e a atual perseguição que o candidato vencedor ao governo do Amazonas e o Tribunal de Contas do Estado vêm perpetrando contra o legítimo ocupante da Sede da Compensa, o Governador Davi Almeida.

Numa movimentação atípica porém com significado político rasteiro e interesses econômicos obscuros que miram no futuro, o governador eleito acompanhado daquele indefectível secto de puxa sacos e parlamentares, adentrou quase invadindo a suntuosa sede do TCE para, peitando os conselheiros na sua maioria nomeados por ele mesmo, exigir o engessamento de um governante que ocupa o cargo de maneira absolutamente legal e legítima. Por sua vez, a corte de contas menos de 48hs depois da portentosa visita do megaplus governador eleito pela quarta vez, resolve de modo inédito e unanimemente, acolher o pedido (quase ordem) do kzar de Eirunepé e determina a iminente paralisia do governo sob os frouxos argumentos de “preocupação” com os “limites prudenciais da Lei de Responsabilidade Fiscal”, as “possíveis consequências danosas ao futuro governo eleito” ou com “os limites impostos a todos os governantes em final de mandato” num blá blá blá bazofioso, inoportuno e oportunista como quem diz: vamos dificultar a vida de um pra facilitar a vida solta do outro.

Sabem quais foram os únicos deslizes ou pecados cometidos até agora pelo Governador Davi? Foram: o de cumprir com suas obrigações de mandatário legítimo honrando com os pagamentos dos fornecedores cujas faturas estavam há meses represadas nas gavetas da SEFAZ sendo seguradas para criar dificuldade e alguém tirar vantagem na hora do pagamento enquanto os empresários  amargavam dívidas patrimoniais elásticas, acumulavam passivos com seus empregados e ficavam  impedidos de recolher os impostos que não esperam justificativas por mais plausíveis que sejam; outro “pecado” do Governador Davi foi honrar compromissos com os servidores do estado atendendo às reivindicações de diversas categorias há anos ignoradas tais como Data Base, promoções e escalonamentos; o Governador legítimo ousou implantar um calendário de pagamento do 13o e de abono generoso para os professores do estado; Davi Almeida cometeu o grande equívoco de liberar pagamentos junto aos cidadãos cujos precatórios, já transitados em julgado,   estavam criminosamente engavetados causando sofrimento e dor para quem aguardava a liquidação. Francamente!  nunca vi um Ministério Público de Contas tão diligente e tão operante como o foi nessa trama urdida para engessar e impedir que o Governador legal e legítimo continuasse a fazer o bem e cumprir com suas tarefas inerentes ao cargo coisa que muitos caciques marmanjos há décadas no poder não quiseram e não souberam honrar preferindo atender apenas aos seus interesses escusos e da corja que os seguem. Bando de velhacos! Sempre teve dinheiro e sempre deu pra fazer!

O que certos governantes e seus auxiliares sabem muito bem e adoram fazer é segurar pagamentos, deixar fornecedores de pires na mão para, colocando-os de joelhos já nos estertores das suas pequenas, médias ou grandes empresas, dependerem dos favores do governante de plantão ou de seu secretário da fazenda e serem extorquidos e ameaçados de não receberem e fecharem suas empresas.

O que o TCE e o MPC decidiram de forma inédita e temerária não passa de uma agressão sem igual ao estado cujo governador legítimo ousou cumprir um orçamento já definido e, com os recursos financeiros em caixa, escolheu pagar em dia os compromissos assumidos pela fazenda pública.

Du-vi-de-o-dó que o TCE e/ou o MPC ousarão peitar o governador eleito faltando seis meses para encerrar seu mandato ano que vem. Lhes faltará tutano, lhes sobrará covardia. Pra um coluna ereta, pra outro joelhos no chão.

Não pensem que por detrás dessas decisões exóticas há zelo ou preocupação com o dinheiro público. Longe disso!

O que se assiste é uma tentativa torpe de um futuro governante louco para assumir a primazia de ter a chave do cofre do estado e, ao seu bel prazer, escolher quem vai e quanto vai receber.

Servidores tremei! Empresários orai!

É como dizia um velho amigo meu: Quem disso cuida disso usa.

Té logo!

Sds Ronaldo Derzy Amazonas

  1. Leio nos jornais que o futuro governador vai demitir servidores ocupantes de cargos comissionados. Nem bem assumiu e o governador eleito já iniciou a perseguição aos servidores do estado colocando-os como seu alvo preferencial e como grandes culpados do caos em que o estado se encontra.

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Este post tem um comentário

  1. Rosangela Barros

    Belas e infelizmente reais palavras!

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