Davi contra Renan

Por Ronaldo Derzy Amazonas*

Alcanço, com a publicação desse artigo de número cento e oitenta, a marca de quase três anos e meio presente no Blog do meu dileto amigo Hiel sem nunca ter deixado de ocupar toda segunda feira esse espaço generosamente cedido a mim.Valeu mano!Vamos então ao assunto que dominou a cena no último final de semana que foi a eleição pra presidência do Senado Federal.

O recado já tinha sido dado nas urnas eleitorais em outubro de 2018 para experientes e rodados políticos alguns assíduos campeões de votos o que quer que viessem a disputar, visto que vários deles apesar de eleitos saíram da disputa bem menores quase perdedores.

Entre esses, destaco a velha raposa e figura política camaleônica dado a forma com que se aproxima e se esgueira pelos corredores dos poderes ou da forma como escapa qual Mandrake das garras da justiça. Estou falando do cacique político alagoano Renan Calheiros que, em mais uma tentativa de retornar ao comando do Senado Federal e do Congresso Nacional, protagonizou o mais deprimente e deplorável espetáculo já vivenciado pela Câmara Alta do país e transmitido ao vivo e em cores para vergonha dos brasileiros.

Nesses meus mais de quarenta anos em que frequento, como eleitor,  a urna a cada dois anos tendo já assistido a inúmeras escolhas de dirigentes das casas legislativas, jamais havia experimentado algo tão patético e sem precedentes na história recente da política nacional onde um parlamentar encegueirado de e pelo poder e obcecado para mais uma vez ter nas mãos o comando do Congresso Nacional, extrapola todos os limites da razoabilidade política e dos sentimentos de mudanças por renovação que tem tomado conta do pensamento do eleitor há pelo menos quatro anos desde as manifestações contra a corrupção na política, passando pelo impeachment e alcançando em todos os seus desdobramentos a Lava a Jato, e se lança candidato à presidência do Senado Federal porém, sem combinar com os russos que são os seus próprios pares e o atento eleitor brasileiro.

Renan, sem levar em consideração que mais do que se lançar candidato seria preciso convencer o povo brasileiro de que para chegar lá mais uma vez mais do que credenciais políticas era preciso possuir as condições morais para comandar a casa de Ruy Barbosa, esqueceu-se de que havia pelo meio do caminho um Senador cujo prenome é Davi este que de forma inédita, determinada e corajosa enfrentou  a velha raposa, cortou suas asinhas e conquistou a presidência num processo eleitoral cheio de manobras e pernadas. E isto não é tudo tendo em vista que agora será preciso fazer uma limpeza ética e moral naquele poder para permitir que daquela casa legislativa saiam leis para que o país retome a confiança do investidor, alcance o pleno emprego, enfrente a violência, combata a corrupção e conduza o Brasil aos patamares sociais dos quais nunca deveria ter se afastado.

Para isso, somente um Senado comandado por um político sem vícios e irmanado com o governo poderá conduzir as reformas econômicas e políticas das quais o Brasil tanto precisa e clama.

Mas não pensemos que deixarão de vir do grupo perdedor as reações numa tentativa de frear as mudanças e impedir o avanço político, social, moral e econômico do país. Eles resistirão!

Essa eleição para a presidência do Senado é uma prova eloquente de que as pressões populares continuam a fazer estrago desta feita na vida de quem não tem o mínimo de escrúpulos para alcançar seus intentos por isso, nunca é demais dizer e repetir: Eu derrotei, tu derrotaste, ele derrotou… nós derrotamos Renan Calheiros.

Té logo!

*O autor é farmacêutico bioquímico e diretor-presidente da Fundação Hospital Alfredo da Matta

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