“Entrando em casa, Jesus lhe antecipou, dizendo: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios?
Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos”
Mateus 17:25-27
Pequenas igrejas, grandes negócios nesse banquete de Herodes!
Acho que vou escrever uma nova Bíblia, a primeira foi um sucesso de vendas, muito melhor do que esse negócio de Cantando na Biblioteca, do Sancho, só acho! Vou licitar uma editora.
Nessa Casa da Moeda do “Deus seja louvado”, como ensina aquele coach gospel e os usurpadores da fé alheia; “templo é dinheiro”.
Pós-graduada, com PHD em capelania, essa louca da goiabeira solta por aí, fazendo adeptos, só me resta “resistrar” firma, assinando a CPI dos pastores e pedindo o fim da imunidade tributária das igrejas evangélicas.
Pra pontuar, cerca de 21 igrejas abrem por dia no Brasil. Temos mais igrejas do que escolas. Quando se tem tantas igrejas numa sociedade é uma prova de que estamos doente da fé, e que o povo é desumano, como alerta padre Júlio Lancellotti.
Segundo Vini Almeida, Jesus é um dos “produtos” mais rentáveis do capitalismo brasileiro. Criou-se uma burguesia evangélica que é contra o evangelho, enriquecendo com dízimos, publicidades e vendendo sonhos inalcançáveis para os vulneráveis. Uma crítica pra lá de assertiva.
Tempos de popstar no empreendedorismo gospel e exploradores da fé, um fenômeno da comunicação atual.
Se o povo ler e estudar a Bíblia, nunca mais veremos os pastores andando de carros importados, comprados com o dinheiro dos fiéis.
Meu caro Bertrand Russell, lamento confirmar uma constatação, a religião serve para impedir o conhecimento, promover o medo e a dependência. Ela é responsável por grande parte da guerra, opressão e miséria do mundo, você tinha razão.
O mundo estaria muito melhor se não houvesse Bíblia, Torah, Alcorão, religiões, padres, pastores, rabinos e demais intérpretes de escrituras e ensinamentos.
Só pra informar também aos patriotas do “Deus, pátria, família, aqueles que passam pano ao sonho americano, com seus complexos de vira-lata, alguns estados liberais da América, como, Texas, Flórida, Utah, Missouri e Carolina do Sul, baniram obras, entre elas a Bíblia, em escolas e bibliotecas, dizendo que essas obras trazem conteúdos racialmente.
Em alguns casos, a proibição da Bíblia se justificou também, depois que o pai de um aluno a denunciou como “pornográfica”, por causa de seu conteúdo sexual e violento.
“A Bíblia não tem valores sérios para crianças porque é pornográfica, segundo nossa nova definição”, afirma uma polêmica lei estadual que permite retirar dos colégios livros considerados inadequados para os alunos. A lei vigente no estado de Utah, por exemplo, permite o banimento de livros, como a Bíblia, considerados “indecentes ou pornográficos”.
Isso tudo é na América, estimadinho patriotário, na maior “democracia do mundo”, igual no Afeganistão, Arábia Saudita e Coréia do Norte. Não é nos países ditos socialistas. Não é em Cuba, nem na China e nem na Venezuela, é na terra do Tio Sam, mesmo.
Tempos difíceis, uma usina de sequelados, mas ainda há “salvação”.
Enquanto temos tudo isso, e até pastor defendendo escravidão, sendo convidado de honra no Brasil, levando seus ensinamentos nos eventos, temos na carta Encíclica Laudato Si’, o Papa Francisco dando a real num papo reto elogiável.
Já no ponto 5 do documento, contraria essa lógica dos mercadores da fé neopentecostal, com um tapa na cara das classes dominantes.
“Toda pretenção de cuidar e melhorar o mundo, requer mudanças profundas nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder”. Francisco sendo Francisco, dando a letra real.
Francisco, um papa atualizado no seu tempo, com ensinamentos litúrgicos de justiça social, em linhas simples afirma o que Marx e Engels já diziam; que, ecologia sem lutas de classes é jardinagem.
Precisamos ir à fundo mesmo, na origem dos problemas dos modelos de produção e de consumo.
Feito esse registro atemporal e necessário, por cá e no mesmo contexto, só pra não deixar no esquecimento, os elogios ao Lula pelo Waldemort, tem causado ruído e repercutido entre os patriotas que se confrontam.
Nessa “rinha dos reaças”, além de pegar a Micheque (revelado por Maria Christina, que a Michele seria “peguete” de Waldemar da Costa Neto, seu ex-marido), o presidente do PL ainda elogia o Lula. É molhe!
Ver o inelegível tendo “faniquito”, querendo praticar haraquiri, promovendo uma nova facada fake, de tanta raiva e inveja, foi o melhor!
Biruliro ficou irritado e de uma forma visionária, reagiu dizendo que o partido será “partido” ao meio e implodido, se continuar assim.
Estou torcendo pela briga e desejando sucesso na empreitada!
Será, por isso que filiaram o barbudo no PL, pra substituir o inelegível “Zé do Caixão“?
Nem vai precisar de prévias ou primárias, pois o imbroxavel tá inelegível!
Nessa onda, o melhor mesmo é pular do barco quando a goteira começa entrar. Calafeto nenhum dar jeito. Até o governador do Rio, bolsonarista de carteirinha, rasgou elogio ao Lula. Abriu a temporada!
Como diz a queridíssima Karina Santos, vítima de ódio da Micheque; “Se o presidente do partido do Bolsonaro disse que o Lula é melhor que Bolsonaro, quem sou eu pra desdizer, né?”
Pra não esquecer o massacre aos palestinos, no filtro ideológico da mídia ocidental, sobretudo no Brasil, a ordem é transformar israelenses em humanos, desumanizando os palestinos, classificados como terroristas.
É tipo aquela história inventada pela rede Globo; “o filho do Hamas”.
Falando nisso por onde andam “os pagodeiros do Hezbolah”?
Muita hipocrisia e servilismo da mídia tradicional.
*Apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco.
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