Coreano desiste oficialmente de comprar a sede do Rio Negro e clube busca ajuda para pagar dívidas

O empresário coreano Sung Un Song formalizou ontem na Justiça do Trabalho a desistência de sua empresa de empreendimentos, a Jurupari, no processo de leilão da sede do Atlético Rio Negro Clube. Com isso, chega ao fim um drama que se estendeu ao longo dos últimos meses, desde que dívidas trabalhistas acarretaram no confisco das instalações históricas instaladas no Centro de Manaus. Ato contínuo, o presidente da instituição, Jefferson Oliveira, divulgou aos sócios e torcedores uma relação de dívidas, pedindo ajuda para quitá-las.

Na tarde de ontem (24) a Jurupari protocolou pedido de desistência da arrematação da sede do Galo. A empresa alegou que vinha sofrendo danos à sua imagem por conta de declarações na imprensa, o que lhe gerava desconforto. Com a desistência, a empresa fica impedida de participar de leilões da União pelo prazo de três anos, perde 20% do valor já pago (algo em torno de R$ 140 mil) e a comissão do leiloeiro.

Song, que dirige a empresa Digitron no Polo Industrial de Manaus e também é controlador da Fundação Mathias Machline e do hotel Tropical Business, não desistiu do projeto esportivo. Recentemente ele esteve em Parintins, acompanhado de um dirigente do Corinthians, o famoso time paulista, para dar o pontapé inicial da formatação de uma parceria que criaria o Parintins Futebol Clube, com apoio do prefeito local, Bi Garcia (DEM).

Pesou para a decisão de desistir do Rio Negro a reação de sócios relevantes do clube, como o presidente da Federação das Indústrias do Estado, Antonio Silva, que patrocinou a banca de advogados que contestou o valor pago pelas instalações no leilão. Song pagaria no total R$ 3,6 milhões por um imóvel avaliado em mais de R$ 40 milhões no mercado.

Dívidas continuam 

Com a desistência do arrematante, o clube ganha novo fôlego para se reconstruir financeiramente e pagar seus débitos. Agora sabe-se efetivamente o valor dos débitos em execução junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região.

Veja uma relação das dívidas e dos credores, divulgada pelo próprio clube:

PAGAMENTOS JUDICIAIS

ADAILSON PERREIRA COELHO – R$ 6.400,00 (durante 6 meses)

MINISTÉRIO DA FAZENDA – R$ 3.175,65 (parcelado em 60x com correção após a 12a parcela)

MARIA DE FÁTIMA DE SOUSA PEREIRA – R$ 4.000,00 (durante 7 meses)

VICENTE RODRIGUES DOS SANTOS – R$ 4.600,00 (durante 6 meses)

PEDRO PEREZ FILHO – R$ 500.00 (durante 10 meses)

IVES ANTERO DE SOUZA – R$ 5.000,00 (durante 10 meses)

ANDREA CLAUDIA OLIVEIRA MONTEIRO – R$ 2.500,00 (durante 6 meses) e R$ 5.000,00 (durante 6 meses)

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Este post tem um comentário

  1. Sergio Fonseca Jr

    Que tristeza
    Esperamos que se resolva logo os problemas desse Clube maravilhoso.

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