A Assembleia Legislativa não está votando praticamente nenhum projeto de interesse do Executivo ou de outros órgãos. O motivo é a indefinição em torno da eleição para presidente. O deputado Adjuto Afonso (União) comanda interinamente a Casa depois da renúncia de Roberto Cidade, seu correligionário, para assumir o Governo. E os candidatos a presidente esperam uma definição deste último para escolher o novo comandante do Legislativo. Enquanto isso não acontece as propostas importantes que tramitam na Casa estão paralisadas.
Não existe um prazo constitucional para a escolha do novo presidente. Se o impasse persistir, Adjuto pode continuam no comando até a virada do ano, quando a nova legislatura assuma e terá obrigatoriamente escolher uma nova Mesa Diretora. É uma situação que agrada o presidente interino, mas não a outros postulantes ao cargo.
Neste momento três nomes se colocam como presidenciáveis: o próprio Adjuto, Felipe Souza (Podemos) e Carlinhos Bessa (União). Este último já teria reunido a maioria dos votos e estaria fazendo pressão para que a eleição seja realizada.
Enquanto o impasse continua, projetos importantes do ponto de vista institucional estão parados. É o caso de um que muda as regras eleitorais no Tribunal de Contas do Estado, bem como atualiza as funções do órgão.
Com boas relações com todos os deputados – vide sua eleição por unanimidade para governador em maio último -, Roberto Cidade reluta em definir um candidato, temendo um “racha” na Casa, que pressionaria seu Governo.
A tendência é que as coisas fiquem como estão. Melhor para Adjuto.
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