Tenho saudades de parlamentares bons e destemidos oradores de outrora.
Ninguém ousava enfrentar Fábio Lucena, Evandro Carreira, Beth Azize, Jeferson Péres ou até mesmo um Arthur Neto. Isso pra falar da prata de casa.
No cenário nacional, quem comandava a tropa da oposição, eram Paulo Brossard, Ulisses Guimarães, Franco Montoro e Sandra Cavalcanti.
Até governistas tipo Antônio Carlos Magalhães, sabiam o exato momento em que as coisas não andavam bem e rodavam a bahiana em cima de alguns distraídos.
Eram senadores e deputados que subiam o púlpito do Congresso Nacional e, com seus tonitruantes discursos e posicionamentos, impunham respeito às casas legislativas, vociferando contra governos sejam quais forem.
Homens e mulheres de conduta e moral ilibadas, que jamais capitulavam ante os demais poderes e poderosos porquanto, não tinham o rabo preso tampouco seus passados os condenavam.
Já vivi o suficiente para ter assistido e acompanhado momentos marcantes do cenário político brasileiro, e sei muitíssimo bem, o quanto o verdadeiro e necessário respeito à separação dos poderes faz bem à saúde política da nossa nação.
Faço essas considerações ao perceber e acompanhar o andamento da mais completa degeneração institucional que se tem conhecimento nos últimos cinquenta anos no nosso país.
A hipertrofia do poder judiciário consubstanciada no STF, é o mais lamentável, horrendo e repetitivo episódio que está conduzindo o Brasil a uma ruptura institucional perigosa e irreversível.
O Brasil não está bem. O Brasil vai mal!
E, os únicos culpados, são a grande maioria dos atuais congressistas os quais sabem o que está acontecendo, têm noção do perigo porém, não têm moral, são medíocres, vazios de discurso e de atitudes e sem expressão alguma para se contraporem a esse descalabro inconsequente. São um bando de bananas!
São um punhado de deputados e senadores sem a menor coragem para subir na tribuna e, com destemor e respeito, mandarem ver contra aqueles que deturpam as leis, vilipendiam a Constituição e dão de ombros para o respeito à tripartição dos poderes.
E não o fazem, simplesmente porque chegaram lá de um modo transverso, ora alavancados por muito dinheiro, ora empurrados por uma onda de renovação porém, sem nenhum preparo ou noção da importância e do peso do Congresso Nacional. Um congresso de fantoches!
Claro que há excessões mas estas, não passam de honrosas.
Sei bem o que falo até porque conheço e sou amigo de muitos parlamentares brasileiros ocupantes das câmaras alta e baixa de Brasília, por isso, tenho noção do que estou falando.
Isso que o STF, assumindo ares de poder absoluto e absolutista tem feito sobre os demais poderes, fosse num país sério com congressistas de estirpe, muitos ministros já teriam sido cassados, presos ou processados por abuso de poder e traição à pátria.
As pautas acolhidas, votadas e aprovadas pelo pleno do STF num movimento nitidamente ativista, são um acinte ao ordenamento jurídico, uma afronta ao parlamento e uma agressão à sociedade que não escolheu e tampouco indicou ministros para a composição da corte.
Esse nosso Congresso de bananas, não passa de um amontoado de homens, mulheres e outos gêneros, completamente alheios ao que se passa no país ou totalmente divorciados da realidade política que está à levando a nação à beira de um colapso institucional com consequências desastrosas. Quem viver verá!
Urge uma alteração na constituição para por no devido lugar o poder judiciário. Aquele poder supremo, deve urgentemente ser transformado exclusivamente em corte constitucional, reduzindo-se seus tentáculos sobre os demais poderes e sua sanha avassaladora de desmandos.
O TSE e os TRE devem ser extintos, levando os julgamentos eleitorais estaduais para câmaras na justiça comum e, os casos federais, devem ser julgados pelos tribunais federais.
Concordo plenamente quando se diz que a justiça eleitoral é uma jabuticaba(só existe no Brasil), pois ele é paquidérmica, onerosa e sem sentido algum para o país, quando os julgamentos eleitorais podem muito ser assumidos por câmaras da justiça comum.
Ainda há tempo de reagir! Ainda existe espaço para reflexões e atitudes antes que a vaca, que já está no brejo, morra atolada.
Té logo!
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