O Comando Militar da Amazônia (CMA) não se posicionou sobre relatório enviado pelo Governo do Amazonas à Justiça Federal e ao Ministério Público Federal, dizendo que o Exército não colaborou na operação que desocupou a entrada do principal quartel do Norte e ainda fez negociações dentro de suas instalações com manifestantes antidemocráticos que queriam reverter o resultado das eleições de 2022 e pregavam uma intervenção militar.
No relatório, o Estado indica que apenas a Polícia Militar do Amazonas atuou efetivamente para cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de desocupar as áreas em frente aos quartéis depois do ocorrido no último dia 8, quando terroristas saquearam os principais prédios públicos em Brasília.
Segundo o documento, o CMA admitiu os golpistas dentro de suas instalações e negociou com eles, chegando inclusive a guardar alguns de seus pertences.
Ao contrário do que ocorria na maioria dos quarteis espalhados pelo país, aonde os golpistas instalaram bases, no CMA os manifestantes antidemocráticos fecharam totalmente a principal entrada do quartel e estabeleceram no local um acampamento com direito a restaurante improvisado, barracas e até gerador de energia.
Os militares não solicitaram em nenhum momento a desobstrução da entrada e adotaram uma portaria alternativa para não incomodar os golpistas. Tudo isso consta em relatórios feitos também pelo Ministério Público Federal.
Até o fechamento deste texto o CMA não havia se pronunciado, nem o Comando do Exército.
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