Carlos Almeida sai da inércia e demite Bonates. Governo diz que ato foi “criminoso”

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O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PSDB), que está rompido com o governador Wilson Lima (PSC), deixou a posição passiva em que se encontrava e partiu para a ofensiva. Aproveitando viagem do titular a Brasília, ele mandou a Casa Civil exonerar o secretário de Segurança Pública, Louismar Bonates, que também estava na capital federal. Antes que o ato fosse publicado no Diário Oficial, o chefe da Casa Civil, Flavio Antony, o sustou e o Governo soltou uma nota dizendo que se tratava de uma fraude e anunciando a exoneração do funcionário que o confeccionou.

Almeida está rompido com Lima desde maio do ano passado, quando anunciou sua saída do cargo de chefe da Casa Civil e fez uma série de acusações ao Governo. Ainda assim, manteve-se quieto durante todo este período, sem interferir na gestão em suas interinidades – ele assume sempre que o titular viaja para fora do Estado. Hoje, entretanto, o vice-governador mostrou que vai provocar situações embaraçosas sempre que assumir o posto. Ele justificou problemas ético para protocolar o pedido de exoneração de Bonates. Em seu lugar, nomeou o comissário da Polícia Civil Mário Jumbo Aufiero.

“Como determina a Constituição, a ausência do governador implica em imediato exercício do cargo pelo vice-governador, portanto, enquanto governador em exercício, meus atos são válidos”, disse Almeida em nota à imprensa. E acrescentou: “Ressalto que todas as medidas criminais e administrativas serão tomadas em relação aos servidores que se opuserem ao cumprimento da ordem de exoneração”. Mas admitiu que o titular poderia desfazer seu ato, constitucionalmente. Foi uma clara indicação de que está disposto a causar problemas para Lima a partir de agora.

“O documento não chegou a ser publicado, por isso não tem validade e efeito. Mas o ato gravíssimo tem o objetivo de causar instabilidade e danos ao Governo. Diante disso, o servidor será exonerado, teve as senhas de acesso a sistema de governo canceladas e foi proibido de entrar na Casa Civil. O caso foi encaminhado à policia, que tomará todas as providências para responsabilizar os envolvidos nesse ato criminoso”, diz nota distribuída pelo Governo do Estado.

 

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