O apelo emocionado de uma mãe cuja filha desapareceu há três anos em Manaus: “Só queria saber se ela está viva”

Mariana Saldanha fez uma postagem emocionante nas redes sociais, com um apelo pela localização da filha, Ana Beatriz, que desapareceu há quase três anos em 2023, depois de sair para o colégio. É uma história recorrente, mas carregada de sentimento. O blog publica a postagem como forma de alertar para este tipo de acontecimento.

Leia:

“Há quase três anos, minha filha Ana Beatriz desapareceu. E desde então vivemos um pesadelo sem fim.

Meu nome é Mariana e sou mãe de Ana Beatriz de Almeida Saldanha. Ela tinha apenas 14 anos quando desapareceu, no dia 16 de novembro de 2023, em Manaus (AM).

Naquela manhã, Beatriz saiu de casa para a escola como fazia todos os dias. Vestia o uniforme do colégio, calça preta, tênis estilo All Star e levava uma mochila preta. Tudo parecia absolutamente normal.

Por volta do horário em que deveria estar voltando para casa, ela enviou uma mensagem dizendo que faria um trabalho da escola e chegaria mais tarde. Minutos depois, nossa vida mudou para sempre.

A última mensagem que recebemos foi apenas:

“Socorro, mãe.”

Depois disso, o celular ficou inacessível. Liguei inúmeras vezes, mandei mensagens, mas ela nunca mais respondeu.

Corremos até a delegacia para registrar o desaparecimento, mas, por causa do feriado, fomos orientados a esperar, dizendo que adolescentes costumam voltar para casa. Infelizmente, ela nunca voltou.

Ao conseguir acessar algumas conversas nas redes sociais, descobrimos mensagens em que Beatriz dizia que iria embora para Iranduba (AM). Ela afirmava ter levado algumas roupas na mochila e que precisava de dinheiro.

Nossa família não conhece ninguém em Iranduba. Mesmo assim, ela conseguiu viajar sozinha de ônibus até o município e foi vista no bairro Morada do Sol procurando por alguém que nunca conseguimos identificar.

Só descobrimos esse destino porque uma colega de escola, arrependida, contou o que sabia após ver os cartazes de desaparecimento. Segundo ela, Beatriz dizia que queria sair de casa e acreditava que nossa família a tratava mal.

Fomos até Iranduba. Diversos moradores confirmaram tê-la visto. Alguns disseram que ela estava sozinha esperando alguém durante a noite. Outros afirmaram que ela foi vista acompanhada por um casal: uma mulher grávida e um homem alto, magro e moreno.

Infelizmente, a região é considerada perigosa. Muitos moradores se recusavam a falar e chegamos a ser perseguidos de carro por motociclistas, o que nos obrigou a deixar o local.

No dia 18 de novembro, um morador contou que viu Beatriz subir na garupa de uma motocicleta. Ela ainda carregava a mochila e seguia em direção à praça. Depois disso… nunca mais houve qualquer notícia.

Seu celular foi desativado, o e-mail vinculado foi alterado e nenhum novo sinal foi encontrado.

Descobrimos também que existe um porto clandestino na região, onde não é exigida documentação para embarque, aumentando ainda mais as possibilidades sobre o que pode ter acontecido.

Até hoje convivemos com perguntas sem resposta:

Ela foi enganada?
Foi atraída por alguém?
Era um suposto namorado?
Caiu nas mãos do tráfico de pessoas?
Foi levada para outro lugar?

Beatriz saiu sem documentos e desapareceu sem deixar qualquer pista.

Hoje ela está com 17 anos. No fim deste ano, completaremos três anos procurando por nossa filha.

Ela era uma adolescente de personalidade forte, gostava de assistir séries, navegar na internet, passear e comer coisas que gostava. Era tímida, reservada, não gostava muito de estudar e, apesar de rebelde em alguns momentos, era muito inocente. Por isso, até hoje não consigo entender como conseguiu chegar sozinha a um lugar onde nunca havia estado.

O que mais desejo é saber que ela está viva.

Nem que fosse apenas para receber um vídeo, ouvir sua voz ou saber que está bem. Mesmo que ela dissesse que não quer voltar… eu teria paz em saber que está viva.

Peço, de coração, que compartilhem esta história. Se alguém souber qualquer informação sobre Ana Beatriz de Almeida Saldanha, entre em contato imediatamente com a polícia. Qualquer detalhe pode ser a esperança que nossa família espera há quase três anos.

Compartilhe. Uma informação pode mudar tudo.”

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