Capitão ou pintor?

No próximo domingo dia 27, os eleitores de Manaus serão convocados novamente às urnas para, em segundo turno, definirem quem ocupará a cadeira do Paço Municipal de Manaus.

Em plena campanha, dois projetos distintos se apresentam aos eleitores manauaras.

Um, que quer permanecer no comando da nossa capital e outro, que trás consigo uma nova forma de pensar e de governar a nossa cidade.

De um lado o atual prefeito em quem até certo tempo atrás punha eu toda minha confiança e inclusive ajudei na elaboração do plano de governo para a área da saúde.

Jovem, ousado, discurso afiado de rompimento com a velha política, cristão raiz, um homem de família, entre outras qualidades, tudo isso conquistou mentes e corações dos manauaras.

De cara, Davi Almeida formou uma equipe com membros da sua denominação religiosa sendo este o primeiro impacto negativo.

O segundo e talvez o mais grave erro do atual prefeito, foi o de nomear parentes diretos e indiretos para secretarias e órgãos municipais.

O tempo foi passando e Davi se imiscuiu demais no poder legislativo municipal, como que querendo açambarcar tudo e todos; outro grave equívoco de Davi.

A saúde pública sob sua gestão era tida como uma das melhores do país porém, falseando dados epidemiológicos e parâmetros de cobertura populacional na atenção na básica o que de fato promove um falso viés para melhor.

Na educação, Davi mais investiu nos prédios do que nos educadores e nas crianças; professores insatisfeitos e crianças atrasadas na educação fundamental.

O trânsito da nossa cidade piorou pois falta fiscalização onde sobra venda de espaços públicos para empresas guardadoras de vagas.

Porém, os inúmeros escândalos familiares, pessoais e financeiros na gestão do prefeito pintor são de longe o que de pior existiu nas últimas décadas.

Davi endividou o município dez vezes mais que qualquer outro gestor. Quem quer que vá gerir a nossa cidade nos próximos anos, vai herdar um rombo financeiro sem igual juntamente com uma dívida quase impagável.

Com a desculpa de evoluir a gestão e a cidade do ponto de vista do paisagismo, do trânsito e na cultura, Davi Almeida fez obras a rodo.

Viadutos demais, obras de expansão viárias e construção de prédios desnecessários, arrombaram os cofres municipais.

E tudo traz consigo um sentido. Quem determina obras e investimentos físicos em Manaus não é o poder público.

Quem manda e comanda se certa obra deve ou não ser feita, são os empreiteiros logicamente focados no lucro e na troca de favores com o gestor.

Daí, tantas e tantas obras custosas, inacabadas e elegantes brancos.

Pra fechar esse círculo vicioso e que depõe contra sua reeleição, Davi pede bençãos à velha política Baré se aliando a dois senadores cujos passados são nada recomendados.

Na outra ponta do jogo eleitoral, temos uma jovem promessa política.

Alberto Neto e sua vice a empresária Maria do Carmo, se apresentam com a promessa de implantar um governo de direita focado no binômio Ordem e Progresso.

Esse casamento da política com o empreendedorismo é muito salutar pois vai juntar uma nova forma de abordagem na gestão buscando de um lado gerar trabalho e renda e cuidar bem das finanças para que os investimentos em saúde, educação e segurança tenham os recursos necessários.

Sem dúvida alguma que, entre o Capitão ao lado da empresária como vice e o pintor ao lado do ex feirante que ficou milionário da noite para o dia, eu escolho o Capitão.

Entre um projeto em que as igrejas protestantes vão continuar mandando e desmandando na gestão e outro projeto cuja visão política, econômica e gerencial da nossa cidade é conservadora e de direita, eu voto no Capitão.

Té logo!

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