Assisti, semana passada, um primoroso vídeo, desses elaborados por canais de entretenimento e que são jogados nas redes sociais.
No video, atores fardados de militares de alta patente das Forças Armadas-FFAA e da Polícia Militar-PM, discutem a montagem de um plano para sufocar determinadas facções do crime organizado encasteladas em certas zonas urbanas da cidade do Rio de Janeiro.
Resumidamente, ao final e ao cabo, os militares desistem da ideia ao serem confrontados com e por eles mesmos, ao perceberem que cada um tinha medo do enfrentamento ou porque estavam mancomunados com as quadrilhas dominantes desse ou daquele território reservados aos seus interesses.
O vídeo era o retrato mais cruel de quando a realidade se cruza com a ficção pois, são cada vez menores, as condições para que militares das FFAA, da PM e da Polícia Civil, enfrentem o crime mais que organizado.
O estado, representado pelo poder de polícia dos seus segmentos da segurança, estão contaminados e quase dominados pelo crime.
As cidades mexicanas de Sinaloa e Ciudad Juarez, dominadas pelo tráfico de drogas já tem exemplos entre nós. E que exemplos!
Os antigos cenários do crime que tomaram conta de cidades como Bogotá e Medellin na Colômbia, com a cocaína e, Nápoles e Palermo, com a máfia, se reproduzem em muitas capitais brasileiras.
Difícil e doído mesmo, foi tomar conhecimento de que as facções criminosas do tráfico de drogas entrou nos quartéis das FFAA precisamente dentro do Exército Brasileiro.
O lamentável episódio do roubo e desvio de armamento pesado de dentro de um arsenal de guerra do Exército em SP, assinala vergonhosamente que o crime organizado namorou, noivou e casou com as FFAA.
Quando, em 2019, um sargento da Aeronáutica foi pego e preso por colocar uma dezena de quilos de cocaína dentro de um avião que dava apoio à comitiva da Presidência da República que ia para a Europa, ali comecei a perceber que o noivado com o crime já era uma realidade.
Mas qual a razão mais plausível para que cheguemos a esse triste cenário?
Os salários nas FFAA, nas polícias militar e civil são baixos?
Já não se formam mais militares e policiais moral e psicologicamente fortes e comprometidos com a farda que vestem?
O pavor e o pânico de verem suas vidas e das suas famílias em perigo fala mais alto portanto, cedem à pressão do crime?
Não! Nada disso seria suficientemente razoável para justificar que o assédio, a adesão ou a cooptação pelo crime, seriam capazes de produzir esses fenômenos moral e negativamente impactantes.
Mas, há um fator preponderante, que arrasta parte dos setores da segurança pública e das FFAA para se aliarem e cederem às tentações ao menos para o ganho e enriquecimento fáceis.
Falo, do visível afrouxamento do combate e da leniência principalmente do STF e do atual ministro da justiça, que aniquilaram as iniciativas mais promissoras de sufocamento das facções.
Notem, que nos estados do norte e nordeste brasileiros governados em sua grande maioria por partidos de esquerda, o crime organizado se assomou dos aparatos de segurança e domina praticamente todas as áreas de morro, de favela e de zonas urbanas onde imperam a pobreza.
Ali, onde a pobreza reinante é sustentada pelo poder público, há mais crimes porque aí também há o domínio pelas quadrilhas de facções criminosas especialmente do tráfico de drogas.
Bahia, Maranhão, Pernambuco, Ceará e R. G. do Norte, são os exemplos mais eloquentes e a prova mais cabal dessa realidade cruel e infame. No norte, o Pará desponta no topo não muito longe do Amazonas, todos inflamados pelo poder do crime.
Para completar esse caldo indigesto, o governo federal promove uma equivocada política de desarmamento da população, tirando dela a possibilidade de se defender perante os criminosos.
Afinal de contas, as esquerdas põem sempre a culpa, pela escalada do crime, na exclusão social, na falta de política habitacional e até na falta de empregos porém, contraditoriamente, alimentam a pobreza com assistencialismo barato porque isso dá voto e retroalimenta e perpetua o poder.
Desafortunadamente, o governo federal comandado por um partido de esquerda, não se apercebe disso e promove uma lamentável e péssima política de segurança pública no país.
Há dez meses, o governo federal foi incapaz de implantar algum programa ou apresentar algum plano factível de política pública para combate ao crime.
Ao contrário, o que vimos, foi o debochado e espaçoso ministro da justiça subir ao morro dominado pelo crime, e bater papo com traficantes e outros criminosos.
Num país onde o presidente da república é ex presidiário, onde a justiça solta presos periculosos e devolve bens apreendidos com traficantes, onde provas colhidas são consideradas ilegais sempre em favor dos meliantes, o que esperar de bom para o enfrentamento à criminalidade?
Para finalizar, temos que a leniência com o crime e a existência de um governo fraco, operaram um efeito colateral perigoso, que foi, o de permitir, que as facções criminosas chegassem às portas das FFAA, entrassem sem a menor cerimônia e lá fizessem morada.
Por essas e por outras, nós bem sabemos onde tudo isso vai parar. Oremos!
Té logo!
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