Articulando para ser vice em chapa apoiada por Wilson, Caio André endurece discurso com David

Em política o que mais pesa são os interesses de momento. Isso explica a postura atual do presidente da Câmara Municipal de Manaus, Caio André (Podemos). Ontem ele convocou uma entrevista para dizer que irá até às últimas consequências para entender o que motivou o bloqueio, por quase 24 horas, nas contas do Poder Legislativo Municipal. O que ele não disse é o que mais importa no momento: o vereador articula freneticamente nos bastidores para ser candidato a vice-prefeito na chapa que o governador Wilson Lima (União Brasil), seu aliado, vai apoiar para disputar a Prefeitura de Manaus. Seja quem for o candidato a prefeito.

Caio tinha até aqui uma convivência harmônica com o prefeito David Almeida (Avante), por achar que seria este o candidato do governador. As movimentações do presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil) fizeram o vereador mudar de postura. Ele comandou a rejeição de um empréstimo fundamental para a gestão municipal, no valor de R$ 600 milhões, e mesmo sabendo que o bloqueio nas contas se deveu à ultrapassagem do limite constitucional, chamou a imprensa ontem para ameaçar o Executivo. Mandou inclusive sua assessoria falar em impeachment, embora não tenha usado a expressão na entrevista.

Para Caio André, as justificativas apresentadas, por meio de nota, pela Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), afirmando que o bloqueio foi consequência de uma correção no valor autorizado para o repasse previsto para a CMM, não são cabíveis.

“A Câmara, independente que é, não vai se curvar a isso, de forma alguma. Nós iremos tomar todas as providências cabíveis para que isso jamais aconteça com o Poder Legislativo do município de Manaus. É inadmissível o que aconteceu na tarde de ontem e se estendeu até a tarde de hoje”, enfatizou Caio André.

O único prejuízo da Câmara com o bloqueio automático dos recursos foi o impedimento de efetuar transações bancárias e pagar fornecedores durante quase 24 horas. Ainda assim, Caio André decidiu armar o circo, durante o qual não comentou, entretanto, as dispensas de licitação que vem promovendo.

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