“Quem censura ou persegue artistas tem vocação para o autoritarismo. Lembremo-nos de que até na beligerante Roma antiga, dos Césares, se praticava, em praça pública, a crítica aos poderosos. Minha solidariedade ao meu amigo Abdias, que deve ser respeitado como artista, pessoa de fino humor e que sustenta, com seu trabalho, uma família inteira”. A declaração é do ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), e refere-se ao afastamento do humorista da apresentação do Festival de Parintins, determinada pelo Governo do Estado, segundo o prefeito de Parintins, Bi Garcia (União). Vários políticos se manifestaram sobre o assunto.
Segundo Neto, os passos de quem persegue os críticos são experimentar um poder absoluto que dura pouco e ser, logo em seguida, apeado do “trono”. “Assim é é assim será sempre”, enfatiza. Ele tem experiência no assunto, porque foi um dos principais opositores da Ditadura Militar e também, mais tarde, se opôs ao presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), quando este ameaçava tentar a aprovação de um terceiro mandato.
O ex-governador Amazonino Mendes (Cidadania), o senador Plínio Valério (PSDB), a defensora pública e pré-candidata ao Governo, Carol Braz (PDT), o deputado e pré-candidato ao Governo Ricardo Nicolau (Solidariedade), o deputado Delegado Pablo (União) e deputados estaduais se solidarizaram com o humorista, publicamente ou em telefonemas feitos diretamente a ele.
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