Após morte de garota no aeroporto de Coari, Polícia procura pai que a estuprou e engravidou

A história é muito triste e dramática, com um desfecho terrível. A garota Luana Ketelen da Silva Faba, de apenas 13 anos, morreu na última quarta-feira (11) no aeroporto de Coari, quando a Prefeitura local tentava remove-la para Manaus, a fim de tratá-la de cirrose hepática e derrame pleural (água nos pulmões), decorrente de uma gravidez precoce, que a fez procurar o Hospital Regional da cidade na última segunda-feira (9). O pior: foi o próprio pai, Tomé Silva Faba, 36, que a engravidou, depois de estuprá-la, como ocorria desde que ela tinha 9 anos de idade. Ele está foragido e é procurado pela Polícia.

Os dois moravam na comunidade Santa Maria do Iguapó Grande, na zona rural de Coari. Os estupros ocorriam durante pescarias para as quais o pai sempre convidava a filha. Ninguém da família desconfiava da situação, porque ele a ameaçava de morte caso contasse a alguém.

Há cerca de um mês a criança começou a apresentar os sinais da gravidez, mas negava sempre que perguntada, até que decidiu contar tudo à tia, que por sua vez revelou a situação à mãe. O pai, quando soube que seu segredo havia sido revelado, fugiu, embrenhando-se na mata.

Os familiares procuraram o Conselho Tutelar local, para tentar dar um encaminhamento à situação, mas como estava acontecendo o processo de eleição para conselheiro, ninguém foi à comunidade. Como a gravidez já durava 25 semanas, a família decidiu ir à sede do município e interná-la no Hospital Regional, aonde ela chegou com fortes dores. O médico de plantão diagnosticou uma anemia muito forte e optou por retirar o bebê, que foi encaminhado à incubadora. Como a menina não melhorou e sua pressão baixou muito, foram feitos novos exames, comprovando então a cirrose e o problema nos pulmões.

Foi quando os médicos decidiram que precisavam transferi-la para Manaus e providenciaram o vôo. No aeroporto, entretanto, ela não resistiu e morreu.

O delegado José Barradas, titular da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Coari, solicita a colaboração de todos na divulgação da imagem do pai. Segundo ele, após a tia da vítima formalizar um Boletim de Ocorrência (BO) relatando o crime, foi representado à Justiça o pedido de prisão do infrator. A ordem judicial em nome dele foi expedida no dia 5 de dezembro pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, da 1ª Vara da Comarca de Coari.

Quem puder colaborar com informações sobre a localização de Tomé pode entrar em contato com a equipe da DIP de Coari por meio do número: (97) 3561-3124, o disque-denúncia da delegacia, “Asseguramos o sigilo da identidade dos informantes”, garantiu o delegado.

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