Sou daqueles cidadãos que até pode não ter o domínio mais amplo de muitos fatos a ponto de debater com alguém. Aliás, sou avesso a debates e bate bocas sobre alguns temas.
Entretanto, ninguém há de me falar em algo sobre política, religião, economia, conflitos internacionais, avanços científicos e tecnológicos, saúde pública e outros temas de interesse global ou do nosso país que eu já não tenha conhecimento.
Feitas essas considerações, preciso falar sobre o conteúdo e as personagens, principalmente televisivas, que ocupam espaços na mídia para expor suas “análises” sobre o cenário político brasileiro, isso para focar apenas nessa seara.
São muitas caras, muitos “talentos” e tantas outras figuras que não sei nem de onde saíram, os quais confundem conteúdo opinativo com análise isenta, na criminosa tentativa de convencer o pobre do teleouvinte. Credo!
É um tal de “olha ouvi uma fonte do STF…”(mentira 1); “me disse alguém do Palácio do Planalto…”(mentira 2);”eu soube por uma fonte segura do Congresso…”(mentira 3). Misericórdia!
Quem há de acreditar ou desmentir se esses “analistas” se escondem por trás do sigilo da fonte?
Acontece que a grande maioria dessas opiniões travestidas de “análises” ecoam para os incautos como verdade porquanto, essas figuras ganham muitíssimo bem para falarem bem de uns e outros ou são pagos regiamente para falarem mal dos adversários de alguém. Simples assim!
Como a TV aberta não tem lá muito espaço para, nos seus telejornais, abrir espaços para análises políticas, na TV por assinatura não há um só instante em que um “analista” não seja chamado para falar sobre determinado tema.
A política editorial das bancadas dos programas e das redações da TV paga no nosso país é ditada pelo governo de plantão. Ora pois!
O cara ou a moça “analista” vai dizer e falar apenas aquilo que o chefe da comunicação do governo mandar senão aquele canal ficará na seca financeira sendo cortado do financiamento mensal. Tô errado?
Quando o programa é assinado pelo analista ele até pode emitir opinião e assumir seu lado político e ideológico.
Isso é do jogo.
Entretanto, ficar na frente das câmeras, ser chamado para fazer uma análise porém, emitir opinião, não é algo honesto nem saudável para o jornalismo.
Pois é exatamente isso que o cidadão brasileiro é bombardeado diuturnamente pela mídia, tendo que ver e ouvir um cara ou uma moça tentando ser imparcial ao fazer determinada “análise”.
Os rostos nem coram de vergonha! Os gestos e trejeitos denunciam que por trás da tal “análise” se esconde uma opinião a favor ou contra esse ou aquele espectro político. Tudo para agradar o chefe da redação ou cumprir uma ordem demandada.
E o meu caro leitor sabe muito bem que missão dada é missão cumprida né?
Para mim não passam de analistas de barranco, isso, para copiar aquele célebre elemento de linguagem amazônica denominado “coronel de barranco” ou seja, são o que são chamados sem nunca terem sido.
Até que às vezes aparecem uns e outros jornalistas formados ou profissionais, tarimbados e éticos, a ocuparem espaços na TV e no rádio e fazendo um bom e conceituado jornalismo sem cores partidárias ou sem puxar saco desse ou daquele político. Figuras raras desafortunadamente.
Diz-me quanto custas eu te direi o que poderás falar para o público eleitor. É assim que funciona. Pronto falei!
Té logo!
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