O candidato do PDT ao Governo, Amazonino Mendes, votou agora pela manhã na Secretaria de Fazenda e concedeu uma entrevista em seguida, afirmando que, se for eleito, não transformará seu secretariado em uma colcha de retalhos, com indicações políticas. Ele pregou o mérito como conceito de governo e justificou novamente a ausência no debate, além de alfinetar várias vezes o adversário Eduardo Braga (PMDB).
“O Amazonas se desgovernou de forma tal que a população veio para esta eleição descrente. Temos o dever de devolver a confiança à ela”, disse Amazonino, prevendo uma grande abstenção.
“Fizemos uma campanha sincera, altiva, honesta, respeitando o eleitor, enquanto o adversário preferiu inserções difanatórias, injuriosas, comportamento que não permitiu que eu fosse ao debate. Em sinal de protesto, deixei meu adversário falando só”, atacou.
Ele agradeceu as manifestações que recebeu nas ruas e disse que, se for eleito, seu governo “não será uma colcha de retalhos formada por indicações políticas. Queremos valorizar o espírito público. Precisamos de políticos verdadeiros. A política é a arte mais nobre do ser humano”.
Questionado sobre seu sentimento em relação a Braga, ele reagiu: “Pra que guardar raiva, ódio, ira? Eu o ajudei a ser governador, prefeito, organizei a vida dele. Os insultos que ele me faz é fraqueza dele. Tem que aliar inteligência ao bom sentimento. Ter ódio é burrice, porque antes de atingir a pessoa odiada você se atinge, sofre”, concluiu.
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