Amai-vos uns aos loucos

“Nem cinco minutos guardados dentro de cada cigarro / O meu corpo não quer descansar / Minha mente gira como um ventilador / A chama do teu isqueiro quer incendiar a cidade / Faça calor ou faça frio / É sempre carnaval no Brasil”.

Nessa festa estranha com gente esquisita, onde Liliane Mantios me lembrou do loló, aproveitei pra matar a saudade do lança perfume e fiquei alucinado com esse absinto. Mas como diz Belchior: “a minha alucinação é suportar o dia a dia e meu delírio é a experiência com coisas reais”. Só para lembrar que o Beckinho é filho do Beck!

No marketing do pecado, entre a linha tênue do sagrado e profano, só Cristo Silva.
Já que o medo é alienante, amai-vos uns aos loucos.

Depois de incorporar o aspirador Aécio Neves cheirando loló de montão, fiz uma trilha. Minha trilha é assim: onde o corpo cansa, a mente descansa. É a mato-terapia e cada um se diverte à sua maneira.

Enquanto isso, na nossa bela e Santa Catarina, onde também tem trilha de montão, o estado mais bolsonarista, a piada já vem pronta, é somente requentar e usar. Já são 7 prefeitos presos no chamado “escândalo do lixo,” e era lá que ele tirava férias, passeando de jet ski, antes de fugir para Flórida, seu Jorginho!

Entre eles, o que tem de comum, além dos modus operandi, é a causa e o partido do Waldemar, a mesma pele que também habita o mito.

As cidades de Tubarão, Lages, Barra do Sul, Pescaria Brava, Papanduva, Itapoá e Capivari de Baixo que deram votação recorde para o defensor dos “bons costumes”, flertam com a corrupção da extrema-direita bolsonarista.

Na mesma esteira, é bom relembrar:
Em 1888, foi a data da “oficialização do fim da escravidão”, portanto já se passaram 135 anos e ainda não deu tempo para todo mundo “se acostumar”com isso, principalmente, no submundo do capitalismo, onde a prática é recorrente, apesar de proibido.

Pelas plagas do Rio Grande do Sul, vizinho à Santa Catarina, em Bento Gonçalves, três das maiores vinícolas: Salton, Aurora e Garibaldi se utilizam de trabalho análogo à escravidão na colheita da uva. É um vinho tinto de sangue com suco de uva e nata escravocrata. Uma safra manchada com o sangue de nordestinos, argentinos, indígenas e até crianças que foram exploradas.

O que tem de relação também com essa lógica cartesiana desenhada no sul do mundo, é o fato de 75% dos votos da cidade serem destinados ao Biruliro.
Só para lembrar mesmo, o MST produz suco de uva e vinho orgânico da melhor qualidade, sem utilizar trabalho escravo. Salton, Garibaldi e Aurora, não merecem a nossa degustação. Utilizar da mão-de-obra escrava é crime.

Do lado de cá, na curva do rio, Amazonas e Roraima que também entraram nesse marketing do pecado para ajudar o Biruliro, estão em compasso de espera. Um tic tac infinito que também assombra, sempre às 6 horas da manhã, quem comprou respirador na loja de vinhos e quem tá passando pano para garimpeiros e se enrolando a cada dia com o ouro roubado das terras Yanomami.

Nesse balcão de informações de shopping, vou tocar a campainha, postar e sair correndo.

Agora temos aqui também, o autoproclamado Guaidó baré do castelinho que cria um prêmio de sustentabilidade para chamar de seu, e ainda convida o Roberto Carlos para lhe premiar, como fazia o Idi Amin Dadá que se condecorava com comendas e medalhas da mais alta patente.

Zaratustra com certeza diria, vendo essa presepada, que os seres humanos são realmente desprezíveis e decadentes.

Os ruminantes não param de mastigar, por isso tem farinha nesse yakisoba e farofa no estrogonofe da prefeitura de Manaus. Um menu com requintes de crueldade.

Cordeiros de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.

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