Alexandres: o grande e o nanico

O nome Alexandre nos remonta à história antiga e recente e a históricos de estrategismo, imperialismo, mandonismo, desvios morais e éticos e, sobretudo, de muito poder e uso desse poder para o mal.

Alexandre III, o Grande ou Magno ainda jovem, construiu em apenas dez anos e à base da força, um império que ia da Europa até à Índia.

Tinha sob seus pés um séquito que o idolatrava e o incentivava a ir cada vez mais fundo nas suas obsessões pelo poder e pelo domínio onde fosse possível avistar algum povo ou algum pedaço de terra.

Esse Alexandre morreu aos 33 anos e os historiadores relatam que ele dividiu seu império e seus bens entre seus mais fiéis generais.

Inusitadamente pediu que durante o cortejo do seu féretro, seus médicos o acompanhassem e suas mãos fossem postas para fora do seu caixão para demonstrar que nasceu sem nada, construiu um império porém, morreu e foi enterrado de mãos vazias.

Há um Alexandre moderno pelaí impondo à base da força e sob os auspícios de seus pares da Corte e do silêncio e omissão  da imprensa, um império de desmandos e de caça às bruxas.

Há quase sete anos, um Alexandre de toga milita lépido e fagueiro com um poder quase imperial em uma justiça de poucos, onde ele surfa na crista de uma onda tão impetuosa quanto perigosa.

Surfar nessas ondas caudalosas é quase um vício inebriante que impelem o surfista a enfrentar os perigos sem se dar conta de que as quedas costumam ser fatais.

O nosso Alexandre, avança cada vez mais em um terreno pantanoso quase movediço contando com a inércia e a omissão de um parlamento covarde que enxerga apenas seu próprio umbigo.

Da mesma forma que seu homônimo imperador, o Alexandre de toga tem um objetivo geral e muitos específicos.

O objetivo geral é causar o que genialmente um jurista cunhou como “eugenia ideológica” ou seja, exterminar da vida política brasileira o espectro da direita, eliminando uma a uma das suas lideranças. Oremos!

Para tanto, bastou para o nosso Alexandre ocupar a presidência do TSE em 2022 e, por meio de uma justiça eleitoral criativa e parcial, pender o peso eleitoral para um dos lados. Deu no que deu com a eleição do ex detento.

Na cadeira do STF, Alexandre ganhou de presente a presidência do mais horrendo e inconstitucional inquérito em que ele milita como vítima, acusador, investigador e julgador, dominando de ponta a ponta todas as decisões que desse famigerado inquérito emanam. Credo!

Também, nosso Alexandre dos trópicos preside uma ação penal que tramita e que trata sobre a mais fantástica lenda dos últimos tempos da história do Brasil que é o tal do golpe de estado feito sem armas, com batom, bandeira nacional e de cara limpa.

O poder irrestrito desse Alexandre é tão devastador e maquiavélico, que vem impondo à direita brasileira o mais duro golpe, este sim, que domina a política, os políticos, o judiciário e o executivo sem dó nem piedade. Misericórdia!

Tudo que nasce errado, caminha torto e avança claudicante um dia vê-se confrontado com a verdade e a tendência é desmoronar feito torre de cartas.

O império de Alexandre, o Grande, chegou ao fim com sua morte e a divisão do butim imperial, sem que alguém o tivesse derrotado nas batalhas.

Quer me parecer que o império do Alexandre, o nanico, começou a ruir pelas mãos poderosas de um governante destemido que acaba de lhe aplicar um golpe magnífico que o deixou aturdido e isolado.

Alexandre, o Morais, pelo conjunto da péssima obra, é pois merecedor de todo ataque externo, de toda repulsa do povo brasileiro, de todas as vaias, de todos o abandono por parte dos seus pares e, por fim, merecedor do ostracismo e do esquecimento histórico.

O fim de todo império é a derrocada; o destino de todo tirano é a queda. Que venha então o impeachment. Oremos!

Té logo!

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