O Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, chega em meio a um alerta no Amazonas: a cobertura vacinal contra a influenza segue abaixo do ideal entre os grupos prioritários. Atualmente, 57% do público-alvo foi imunizado no estado, ainda bem distante da meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde.
Diante desse cenário, as farmácias vêm ampliando o papel de apoio às campanhas de vacinação, oferecendo mais praticidade e acesso à imunização contra a gripe.
A vacina contra a influenza é considerada essencial para idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, profissionais da saúde e pessoas com comorbidades, entre outros grupos mais vulneráveis às complicações da doença.
“A baixa adesão à vacina está relacionada a fatores como desinformação, a falsa ideia de que a gripe é sempre leve e até dificuldades práticas do dia a dia, como falta de tempo para buscar um ponto de vacinação”, avalia o supervisor farmacêutico da rede Santo Remédio, Jhonata Vasconcelos.
Nos últimos anos, as farmácias passaram a ocupar espaço mais relevante dentro da estratégia de imunização no país. O avanço ganhou respaldo com a Lei 13.021/2014, que reconheceu esses estabelecimentos como unidades de saúde, e se consolidou com regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da legislação federal sancionada em 2023, que definiu regras específicas para serviços privados de vacinação.
Segundo Jhonata, a presença das vacinas em farmácias ajuda a aproximar o serviço da rotina da população. “Muitas pessoas acabam adiando a imunização pela dificuldade de deslocamento ou pela falta de tempo. A possibilidade de receber a vacina em um local próximo de casa ou do trabalho facilita muito esse acesso”, explica.
Outro diferencial apontado pelo farmacêutico é a praticidade. Em grande parte das redes, o atendimento ocorre sem necessidade de agendamento prévio. “A aplicação é feita por farmacêuticos habilitados, em ambiente reservado e com monitoramento após a dose, garantindo segurança durante todo o procedimento”, acrescenta.
Ele destaca ainda que a procura pelo serviço é bastante diversificada, mas especialmente frequente entre idosos com dificuldade de locomoção e adultos que buscam soluções mais rápidas para manter a vacinação em dia.
Nas farmácias, a vacina disponível contra a influenza é a tetravalente, que protege contra quatro cepas do vírus — dois subtipos do tipo A e dois do tipo B. Já a vacina disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a trivalente, com proteção contra três cepas.
Procedimento seguro
A vacinação em farmácias segue protocolos regulamentados pela Anvisa. Antes da aplicação, o farmacêutico realiza uma avaliação do histórico vacinal do paciente e registra a imunização no cartão de vacinação e nos sistemas oficiais de saúde.
Em casos de reação adversa imediata, o estabelecimento deve prestar o primeiro atendimento e encaminhar o paciente para uma unidade de maior complexidade, caso necessário.
Jhonata Vasconcelos reforça que a imunização realizada nas farmácias integra oficialmente o sistema de saúde. “A vacina aplicada em farmácia tem validade legal e passa a fazer parte do histórico vacinal do paciente. Não é um serviço paralelo, mas complementar à estratégia nacional de imunização”, afirma.
Os valores variam conforme a rede e o tipo de vacina ofertada. Na Santo Remédio, a vacina tetravalente contra influenza custa a partir de R$ 70,99.
Compartilhe isso:
- Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
- Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
- Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir




