De 2000 a 2015, a Região Metropolitana de Manaus (RMM) registrou um expressivo aumento tanto no número de focos de calor, 2.061,36%, quanto no desmatamento, que cresceu 29,04%. Os números não são menos preocupantes para o município de Manaus, onde foi registrado no mesmo período o aumento de 983% nos focos de calor e de 18,80% no desmatamento.
A expansão da cidade de Manaus nesses 15 anos em 4,39% é apontada por pesquisadores como um dos principais motivos para esse crescimento, que ocorreu principalmente sobre áreas de florestas nativas da região. A capital amazonense passou de 232,80 km2, em 2000, para 243,02 km2, em 2015.
Estes e outros dados sobre o município de Manaus e a RMM, relativos a desmatamento, eventos extremos e outros riscos socioambientais serão apresentados e debatidos por membros do Observatório da Região Metropolitana de Manaus (ORMM), em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Municipal de Manaus (COMMARESV/CMM), durante audiência pública, no dia 11 de maio de 2018 (próxima sexta-feira), das 9h00 às 12h00, na Casa Legislativa.
Os estudos foram conduzidos pelo Grupo de Trabalho de Monitoramento de Riscos Socioambientais e Mudanças Climáticas do ORMM, uma rede horizontal de pesquisadores e ativistas qualificados (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA; Universidade Federal do Amazonas – UFAM; Universidade do Estado do Amazonas – UEA e Fundação Vitória Amazônica – FVA) para discutirem a causa urbana e ambiental.
Na ocasião também entrarão no debate temas como saúde, violência, avanço dos impactos ambientais sobre a cidade e outros assuntos importantes para a orientação de políticas públicas eficientes contextualizadas com as questões urbana e ambiental na região. “É importante ressaltar que o espaço de debate será aberto e a ampla participação popular é fundamental para que os trabalhos possam evoluir de forma participativa”, alertou o secretário executivo do Observatório, Artur Monteiro.
Haverá certificado de horas complementares para os acadêmicos interessados.
EM TEMPO: haverá venda de castanhas-do-Brasil, da Reserva Extrativista Rio Unini. Produzidas por uma rede de associações de produtores ribeirinhos de Novo Airão e Barcelos, a iniciativa fortalece as comunidades locais e serve como chave na geração de renda das comunidades do interior do estado.
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