Acusado de conluio com advogados, ministro amazonense Mauro Campbell se defende em carta

Citado em mensagens trocadas entre o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, e uma advogada que trabalha para a empresa, Renata Gerusa Prado de Araújo, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell, que é amazonense, divulgou carta hoje defendendo-se das acusações de venda de decisões judiciais. A reportagem está na revista Veja desta semana.

Veja a íntegra do documento:

“Amigos, todos os brasileiros hoje podem achar que sou um juiz corrupto que negocia decisões com advogados e seus clientes a partir da matéria lançada hoje pela revista Veja. Reitero a todos que não serei capaz de relegar os valores e princípios cristãos que recebi dos meus Pais e que já os transmiti aos meus filhos. Fui vítima novamente de bandidos que vendem os juízes sem que nada possa ser feito para evitar. Por imposição da Lei sou obrigado a receber os advogados e o faço com desassombro, esperando sempre que sejam profissionais sérios. Sobre a matéria, já confirmei nos arquivos do meu gabinete que não recebi a tal advogada no dia ou no mês em que ela afirma ter estado comigo para negociar minha decisão. Recebi em 12/12/2015 o advogado da empresa JBS para tratar da Medida Cautelar, porém eu já havia despachado e o despacho já havia sido publicado, contrariamente aos interesses da empresa. Até do Agravo Regimental eles desistiram em 2016. Enfim, fui vítima do que não posso evitar e espero que tudo seja esclarecido logo. Oficiei ao PGR solicitando a imediata apuração dos fatos a mim imputados. Por fim, digo que estou muito triste porém sereno como devem estar os homens de bem e de bom coração. Forte abraço a todos.

Mauro Campbel Marques”

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