Abril Lilás: autoexame pode ser aliado no diagnóstico precoce do câncer de testículo, alerta especialista

Alteração que acomete, geralmente, homens jovens, com idade entre 15 e 35 anos, o câncer de testículo ganha os holofotes, este mês, através da campanha Abril Lilás, desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), sob o tema “Cuide do seu par”.

O presidente da seccional amazonense da entidade, cirurgião uro-oncologista da Urocentro Manaus, Giuseppe Figliuolo, explica que as neoplasias de testículo são consideradas raras e, para reforçar a importância do diagnóstico precoce, a principal orientação é estimular os homens a aderirem ao autoexame, que pode revelar mudanças anatômicas as quais indiquem a necessidade de uma investigação mais aprofundada.

Responsável por 5% das neoplasias malignas em homens, o câncer de testículo tem como principais fatores de risco a Criptorquidia (caracterizada pela não descida para a bolsa escrotal de um ou ambos os testículos), história prévia em testículo contralateral, infertilidade, exposição a agrotóxicos e histórico familiar (por conta do fator hereditário).

O cirurgião, que é doutor em saúde coletiva, destaca que, entre os sintomas do câncer de testículo, estão: a presença de nódulo com consistência densa, que não apresenta dor; alteração no tamanho dos testículos (para maior ou menor); dor abdominal; desconforto na área da bexiga; endurecimento dos testículos; sangue na urina e aumento na sensibilidade dos mamilos.

Neste último caso, a sensibilidade ou alteração das mamas ocorre em função do aumento da produção da gonadotrofina coriônica (HCG), hormônio mais comum em mulheres.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do câncer de testículo inclui a avaliação clínica por um urologista, exames de apoio à detecção (como os de imagem e os laboratoriais) e avaliações anuais para pessoas que pertençam ao grupo de risco, tais como as que tiveram criptorquidia quando crianças, ou, que têm casos desse tipo de neoplasia maligna na família.

“O ideal é que o homem faça o autoexame na hora do banho, apalpando os testículos para a detecção de eventuais alterações, como inchaços, por exemplo, mesmo que sem dor. Quando detectado cedo, esse tipo de câncer é facilmente tratado cirurgicamente (orquiectomia parcial ou bilateral para a remoção dos testículos) e tem até 90% de chances de cura”, frisou.

“Dependendo do estágio, e do resultado apresentado pelos chamados marcadores tumorais, a terapia pode exigir complementação de quimioterapia. O importante é buscar ajuda médica assim que constatada alguma mudança”, completou Giuseppe Figliuolo.

Por ser um câncer associado à fase jovem do homem, ele aconselha a busca por um médico urologista, ainda na adolescência, para tirar dúvidas e buscar informações sobre essa e outras alterações que possam ocorrer.

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