A “viadagem” e o clericalismo (Parte I)

Nas duas próximas semanas, vou abordar temas muito delicados para a Igreja Católica os quais exigem uma leitura criteriosa e isenta de paixões e de condenações prévias.

São assuntos cáusticos sobre os quais a cúpula da igreja católica local e o próprio Vaticano vem negligenciado a tomada de decisões apesar de que alguns vozes isoladas manifestem opiniões muitas vezes carregadas de críticas.

A perdurarem tais situações, isso implica em severas consequências incluindo o afastamento de fiéis das liturgias e dos demais compromissos pastorais.

Quem utilizou o termo “viadagem” foi o Papa Francisco ao criticar os centros de formação de padres que no dizer do Sumo Pontífice estão cheios de seminaristas homossexuais. Foram duas as oportunidades em que o chefe da Igreja Católica lamentou e criticou esse desvio.

Uma em reunião a portas fechadas com bispos italianos; outra em caráter reservado numa reunião com sacerdotes romanos.

Nasci e batizei católico apostólico romano, cresci nessa única igreja fundada por Jesus e amadureci no seio dela e lá se vão mais de cinco décadas de serviço e perseverança.

Não canso de dizer com certo orgulho, que fui membro e líder de vários movimentos e pastorais da Igreja Católica e convivi com algumas dezenas de padres, párocos, vigários e bispos e, com eles, aprendi muito e cresci na fé que abracei.

Por tudo isso e mais, continuo fiel aos ensinamentos, dogmas, sacramentos e ritos católicos e milito como tal em grupos de oração.

Partindo dessas premissas, posso, como leigo comprometido e sem medo de errar e de pecar, criticar e abrir luzes para que esta igreja fundada por Jesus retorne, não às origens da sua criação mas, pelo menos, retome os caminhos da palavra e da doutrina verdadeiras e leve o povo à salvação.

Quem sabe até se uma revisita aos fundamentos patrísticos da Igreja Católica não nos reavivem os verdadeiros simbolismos e nos animem numa retomada de princípios filosóficos, litúrgicos e sacramentais e pastorais?

Do jeito que a igreja católica caminha, o inferno se encontra logo ali numa encruzilhada, apenas aguardando líderes e leigos para um abraço com o inimigo. Oremos!

Retornando ao termo “viadagem”, tem total razão o Papa Francisco e, apesar do pedido de desculpas pelo uso da expressão, a vontade de criticar os centros formadores de padres permaneceu.

Disse severamente aos padres o Papa: “há um ar de viadagem no Vaticano e que é melhor que jovens com tendência homossexual não recebam permissão para entrar em seminários”. Aplausos para Francisco!

O homossexualismo é uma prática e uma realidade cruel e perigosa pois opõe diametralmente a ética, a moral e a santidade da igreja católica frente os desejos lascivos e pecaminosos de quem vai guiar o rebanho ao redil celestial.

Não dá para contemporizar, assistindo um clero composto de bispos e padres com desvios comportamentais e de personalidade posto que essas práticas abomináveis poderão conduzir a igreja católica a novo cisma.

Todo seminarista sabe pois é doutrinado, que antes de se tornar padre fará ao menos três votos: de pobreza, obediência e castidade, sendo a primeira exigida apenas aos que pertencem às congregações religiosas; os padres diocesanos podem trabalhar e ter renda própria.

Já a castidade e o celibato são pois, exigências sine qua non para a vida sacerdotal que vêm desde os primórdios da nossa igreja.

Ainda que não devam ser encaradas como prática dogmática, são normas regulamentares morais e filosóficas dentro dos costumes seculares da Igreja Católica para todo o clero.

É perfeitamente crível que existam por aí padres e bispos homossexuais. O que é inaceitável, é que estes religiosos continuem a oficiar missas e eventos religiosos e insistam em administrar sacramentos mesmo sabendo das proibições morais e canônicas.

A continuar nessa balada, logo logo teremos padres não apenas participando de movimentos gays mas, sobretudo, defendendo as causas LGBT como verdadeiros ativistas. Credo!

Sigamos pois orando pelo nosso clero desde os seminaristas, passando pelos sacerdotes e chegando aos bispos e o Papa, a fim de que alcancemos a santificação dos nosso clero. Amém!Até semana que vem com a bordagem sobre o tema clericalismo.
Té logo!

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta