Alguém já pode estar se perguntando o que o Brasil tem a ver com a Síria além do Lules ter um dia condecorado o ditador de lá e, mesmo diante das atrocidades cometidas, ainda mantermos relações diplomáticas com aquele país do oriente médio.
Pois nesse artigo vou tentar explicar e desvendar essas dúvidas.
Tenho assistido com muita tristeza na alma e aperto no coração o que o regime do ditador Bashar Al Asad, da Síria, perpetrou contra seus adversários políticos ou contra quem não se calou durante mais de quarenta anos enfrentando uma dinastia sanguinária.
Há mais de vinte anos populações inteiras de zonas desmilitarizadas vêm sendo dizimadas por bombas inclusive do mortal gás sarin.
Milhares de presos políticos foram massacrados, torturados e mortos por meio de métodos que somente o holocausto pode perpetrar.
Enforcamento, câmara de gás, enterro de gente viva, compressão corporal em máquinas e fome, entre outros métodos cruéis de tortura humana.
Mas porquê diabos o povo da Síria permitiu que o regime sanguinário alcançasse tão devastadora e perturbadora fase?
Ora, simplesmente porque o povo da Síria se acomodou e parou de lutar contra a família e o regime dos Assad. Simples assim!
Essa gente foi perdendo aos poucos a esperança e se deixou dominar pelo medo e apenas optaram por viver escapando das mãos dos seus algozes.
E eu pergunto, o que tem a ver a Síria, seu povo, seu holocausto e até suas esperanças com o Brasil e seu povo? Repondo, todo a ver!
Lá como cá, poucos mandam e demandam e a maioria vive apegada apenas no viver um dia após outro, aceitam e se acomodam com o status quo.
Lá, por mais de cinquenta anos, um regime e uma família ditadora usou e abusou de todos os métodos dos mais cruéis para calar, matar e destruir o povo.
No Brasil, há uma ditadura combinada; aqui há um governo consorciado entre o executivo e a corte suprema que aplica a lei como quer, quando quer e contra quem quer.
Aqui há um cidadão investido de poder de toga que escolhe a norma, a metodologia, a forma e os alvos que quer alcançar e atingir com suas decisões.
Lá o povo levantou a cabeça, se revoltou e, por seus próprios meios venceu o mal e tomou o poder.
Aqui, estamos olhando para o chão. Ainda.
Lá na Síria, a família de ditadores entregou os pontos fugiu ante um povo que sabe o que quer e sabe lutar.
Aqui, vamos vivendo de medos e deixando o horrendo polvo com seus tentáculos tomar de conta de todos os poderes.
Temos um Congresso de frouxos, uma justiça de nababos, uma ministério público de bananas e uma sociedade omissa.
Quando o medo entra pela porta da frente arrastando tudo e todos, a esperança e a desordem institucional fogem pela porta dos fundos.
Mas deixa estar! Um dia quem sabe… Sei lá se um dia…. Será que chega esse dia?
Té logo!
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