A importância do preparo e da sabedoria

Na semana passada foi o Dia dos Avós. Essa  nova geração de avós: mais extrovertida, mais feliz e sobretudo mais companheira do que autoritária. A vida passou a ser mais compreendida, e as exigências comportamentais, antes rígidas, foram suavizadas. Essa mudança refletiu também na relação com os netos. As crianças são mais ativas e com raciocínio rápido que se adaptam facilmente à era da tecnologia, muitas vezes ultrapassando os próprios avós que, já com seus 70 anos ou mais, pouco conseguem apreender.

 As livrarias estão desaparecendo e as bibliotecas, antes cheias de jovens estudiosos, estão vazias — deram lugar ao Google. É um golpe à cultura e ao bom aprendizado que florescia das pesquisas profundas, cujos resultados permanecem gravados na memória. Daqui a uns 25 anos, essa mesma geração que hoje navega com destreza nas redes será avó ou avô, e poderá sentir a falta de conhecimento  geral e de cultura para transmitir aos netos. A troca entre gerações corre o risco de se tornar superficial.

 É indiscutível: a sociedade mudou e seguirá mudando, guiada pela chamada “tecnologia”. A essência humana hoje é submetida a uma avalanche de informações. Mas só os bem-preparados saberão filtrar, absorver e aplicar o que lhes for útil. São esses que farão diferença na luta pela sobrevivência. Para os demais, o excesso de informação pode se tornar um obstáculo em vez de uma vantagem.

 Num mundo que precisa de religião, amor e compreensão, surgem jovens com comportamento alterado, sem estrutura para enfrentar um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. As regras das empresas exigem respeito, e as leis vigentes, que parecem distantes da juventude, revelam o outro lado da vida. É ali, no enfrentamento da concorrência imposta pelo mercado, que o jovem conhecerá a realidade dura  e necessária para se  tornar profissional.

 Só prosperará aquele que souber unir cultura à competência, e assim encontrará realização num mercado saturado de diplomados. A vida não prosseguirá para quem não tiver propósito; muito menos para os desqualificados que ignoram a importância do preparo e da sabedoria.

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