Como o blog previu, muitos boatos surgiram ao longo dos últimos dias, alguns deles alimentados por blogueiros mal intencionados – normalmente querendo apenas chamar atenção para si próprios – ou mal informados. Até este momento, entretanto, apenas uma chapa está formada e ela reúne o deputado federal Silas Câmara e o coronel PM Amadeu Soares. De resto está tudo aberto.
Há um movimento claro para isolar o líder das pesquisas, senador Eduardo Braga. Ele é comandando, como não poderia deixar de ser, pelo senador Omar Aziz. Esta costura até agora só garantiu mesmo uma importante movimentação, que foi o afastamento do prefeito de Manaus, Arthur Neto, de seu principal aliado na eleição de 2016. A possibilidade de repetição da aliança é cada vez mais remota.
O ex-governador Amazonino Mendes continua apenas conversando com lideranças do interior, deixando para Omar a articulação de sua chapa.
O ex-deputado Marcelo Ramos teve uma conversa tensa com Omar e por isso decidiu abrir o leque de articulações. Está conversando com todas as correntes, até com Braga. Surgiu no final de semana o boato dando conta de que o presidente de seu par tido, Alfredo Nascimento, poderia compor chapa com Braga, como vice. Isso tiraria o jovem político da disputa.
O governador David Almeida, por sua vez, afasta-se cada vez mais de Omar, contrariado com o tratamento que lhe é dispensado pelo cacique. Está crescendo nas pesquisas e pode despejar tanto o próprio prestígio quanto a máquina estadual em outra candidatura que não a de Amazonino.
Silas tem o apoio certo de três partidos – o seu próprio, PRB, PSC e PEN. O PPL, que ele anunciou como certo, depende ainda do cumprimento de algumas promessas feitas pelo parlamentar à direção regional da legenda – leia-se cargos federais.
O presidente da Câmara Municipal de Manaus, Wilker Barreto, tem problemas com o apoio do PSL – o presidente regional da legenda, o vice-prefeito de Parintins, Tony Medeiros, desautorizou a direção municipal de Manaus e afirmou que vai marchar com o candidato do senador Omar Aziz. A chapa teria ainda PV e PRP, mas os dois partidos também são cortejados por outros candidatos e não costumam valorizar muito a palavra empenhada.
A ex-deputada Rebecca Garcia ameaça entrar no jogo, mas o “lançamento” de seu nome pode ser uma estratégia para valorizar o passe da família, que comanda o PP no Amazonas e costuma negociar com a faca entre os dentes na reta final de toda eleição.
O deputado José Ricardo Weddling já sabe que não contará com o tradicional aliado do PT, o PC do B, que caminhou na direção de Braga. Deve competir com uma chapa pura-sangue.
O vereador Marcelo Serafim conquistou o apoio do PMN, do colega Chico Preto. Falta definir o vice.
O deputado Luiz Castro deve compor chama com nome indicado pelo PSol.
A jornalista Liliane Araújo teve o nome lançado pelo PPS, mas ainda vai precisar provar ao Tribunal Regional que pode ser candidata, porque estava afastada da legenda – ela disputou vaga na Câmara Municipal pelo PR. Se conseguir manter a candidatura em pé, deve ter o capitão PM Alberto Neto como vice.
Nos últimos dias o major PM Wilson Marques ensaiou uma candidatura e chegou a anunciar filiação ao PCB, mas o fato de disputar a eleição por um partido comunista desagradou seus colegas de corporação e ele teve que recuar. Neste momento busca um partido para viabilizar o projeto. Ele disputou vaga na Câmara Municipal pelo PDT.
As pedras vão rolar durante a semana. Teremos no mínimo sete e no máximo dez candidatos a governador, mas apenas dois disputarão de fato o mandato.
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