Ao acompanhar teste de carga de ponte na BR-319, Eduardo Braga parte para o ataque: “No governo passado as pontes desabaram e não vi esses que agora fazem vídeos protestarem. Falar até papagaio fala”

O senador Eduardo Braga (MDB) acompanhou ontem o teste de carga da ponte sobre o rio Autaz-Mirim, que deve ser liberada para o tráfego na próxima segunda-feira (27). Diante das críticas de militantes e políticos de direita, ele decidiu reagir, atacando o governo Jair Bolsonaro (2019 – 2022). “Eu não vi esses que agora fazem vídeos tentando desqualificar nosso trabalho protestando quando essas pontes desabaram na administração deles. Também não os vi gravar vídeos quando os caminhões com oxigênio atolaram na BR-319 e o nosso povo estava morrendo na pandemia. Mas falar até papagaio fala. Agora, fazer quem está fazendo somos nós”, atacou.

No final do governo Bolsonaro as duas pontes desabaram. A do Autaz Mirim só não fez vítimas porque o próprio Braga exigiu do então ministro Tarcísio de Freitas a sua interdição antes do desabamento. Já a do rio Curuçá matou cinco pessoas quando veio abaixo. Ambas as edificações foram reerguidas na gestão do presidente Lula (PT). Crítico deste, o senador Plínio Valério (PSDB), que é um cético em relação à pavimentação da BR-319, gravou vídeo durante a semana dizendo que a estrutura estava pronta, mas não seria liberada para o tráfego até que a autoridade maior do país viesse inaugurá-la.

Eduardo Braga levou a imprensa ontem ao local para repor a verdade. Mostrou o teste de carga sendo realizado, com a ajuda de sensores instalados na ponte por uma equipe da Universidade de São Paulo. É a partir do laudo emitido por eles que o tráfego por ser liberado. Várias caçambas carregadas com areia molhada foram usadas para fazer o teste.

A ponte deve ser liberada antes da vinda do presidente Lula a Manaus, que deverá ocorrer entre os dias 11 e 12 de maio. Uma grande agenda está sendo preparada para ele, inclusive com uma visita ao trecho do meio da BR-319, cuja pavimentação já é objeto de licitação, depois que o licenciamento da obra foi liberado. É um sonho de 40 anos da sociedade amazonense que se concretiza.

Além das pontes sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim, já recuperadas, outra será erguida na comunidade Igapó Açu, no quilômetro 190. E durante a pavimentação do trecho do meio outras tantas serão construídas em concreto – hoje elas são de madeira.

Segundo Eduardo Braga, a obra de pavimentação total dos mais de 500 quilômetros até Humaitá, no Sul do Amazonas, deve durar 48 meses. “Se for reeleito, o presidente Lula vai inaugurar esse sonho”, diz ele.

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