Mourão defende Zona Franca e ataca decretos do IPI; Menezes diz que Bolsonaro tinha razão

O vice-presidente Hamilton Mourão discordo ontem dos decretos assinados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que reduziram a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e atingiram a Zona Franca de Manaus (ZFM), ao participar da abertura de um dos maiores eventos de bioeconomia e tecnologia da informação e comunicação da Região Norte, a ExpoAmazônia BIO&TIC 2022. O pré-candidato ao Senado, Coronel Menezes (PL) reagiu à declaração hoje e defendeu a iniciativa do Governo Federal.

Para o vice-presidente, a ZFM tem se reinventado ao longo do tempo e a renúncia fiscal concedida a ela tem dado um retorno positivo à região, tendo em vista o volume de empregos gerados. Ele afirmou, ainda, que o assunto pode ser retomado. Os efeitos do decreto foram suspensos temporariamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu julgo que o retorno que é dado aqui pela Zona Franca de Manaus é um retorno positivo, porque gera cem mil empregos diretos aqui na região, então, eu acho que essa redução do IPI aqui não foi a melhor decisão que a gente poderia ter tomado. Então, é um assunto que ainda pode ser retomado, né? Voltado a ser estudado. E é óbvio que, com o passar do tempo, algumas dessas atividades deixarão de ter a isenção, mas não no presente momento que nós estamos vivendo”, disse Mourão.

Menezes, que se apresenta na pré-campanha como principal interlocutor do presidente no Amazonas, voltou a defender os decretos e disse que a Zona Franca precisa se reinventar.

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