O movimento legítimo dos professores de Manaus pelo pagamento do abono do Fundo Nacional da Educação Básica está sendo contaminada por uma guerra política pré-eleitoral fomentada por partidos que fazem oposição à administração municipal. Eles enxergaram na situação a chance de se posicionar de novo no cenário local e estão retomando todas as técnicas que já não eram vistas no Estado há algum tempo.
Entre os principais expoentes políticos de PT, que mergulharam de cabeça no movimento estão o ex-vereador Professor Bibiano, o deputado estadual José Ricardo Weddling – que pretende disputar uma cadeira de senador com o prefeito Arthur Neto.
A politização do movimento está impedindo um acordo mais célere. Os aliados dos políticos não procuraram a Secretaria Municipal de Educação para negociar e preferiram levar os manifestantes paa a Câmara Municipal de Manaus, palco político preferido de sindicalistas, uma vez que os vereadores são muito sensíveis a manifestações populares.
No mesmo momento em que protagonizavam o ato na Câmara, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação – entidade representativa oficial dos professores, fazia o procedimento correto: negociava diretamente com a Semed.
“Nunca fomos procurados por esses manifestantes e, pelo contrário, ontem nos reunimos com os legítimos representantes dos educadores. Os professores da nossa rede sabem que estamos comprometidos com eles, tanto é que a maioria esmagadora estava em sala de aula e apenas 300 pessoas estavam na porta da Semed. Nem sabemos ao certo se eram todos professores ou representantes de outras categorias”, disse Kátia Schweickardt, secretária da Semed.
A fórmula usada pela Prefeitura de Manaus para aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) encontrou compreensão e apoio dos professores, representados pelo Sinteam.
Os recursos vão beneficiar mais de 10 mil profissionais, entre professores e administrativos, com ganhos salariais de R$ 5 mil a R$ 15 mil anuais, por meio de reenquadramentos, pagamento da progressão de titularidade e tempo de serviço.
“Não somos contra o abono, mas entendemos que é uma medida pontual, que não valoriza o servidor no que diz respeito à carreira, uma vez que não é incorporada ao salário. Já as progressões contam, inclusive, para os fins de aposentadoria”, afirmou Marcus Libório, presidente do Sinteam, em nota publicada no site do sindicato.
Com o repasse do Fundeb, o Município vai garantir o pagamento dos benefícios, que estão previstos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Dos mais de 10 mil profissionais beneficiados, 8,9 mil terão a progressão por tempo de serviço concedida e receberão, em média, R$5,3 mil a mais por ano.
Outros 1,5 mil já estão recebendo a progressão por titularidade, desde a folha de agosto e, anualmente, ganharão R$ 15 mil a mais, em média. Vale destacar, ainda, que 70 servidores também serão reenquadrados.
“Continuamos valorizando prioritariamente os professores da nossa rede. Esperamos chegar a 80% do Fundeb com pagamento de pessoal só este ano. Os outros 18% nós precisamos apoiar o tesouro e ajudar a manter de pé a nossa rede que todos os dias faz funcionar 492 escolas, que resultam em 15 mil servidores e 240 mil alunos estudando”, explicou a secretária.
Imagens: Fiscaliza Manaus
Compartilhe isso:
- Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
- Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
- Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir




