Eleição em Tefé é a mais acirrada dos últimos tempos e pode apresentar surpresa na reta final

A disputa mais acirrada dos últimos tempos pode apresentar uma surpresa na eleição de domingo em Tefé, município que rivaliza com Coari como dominante no Médio Solimões. O empresário Normando Bessa (PMN, na foto em carreata realizada no início da semana) surgiu nos últimos dias como novidade na disputa entre os dois favoritos até aqui – o também empresário Nicson Marreira (PTN) e o vereador Arnaldo Nascimento, o “Tapioca” (PMDB). Mas nem mesmo o comerciante Weiseman Celani pode ser descartado.

No total, cinco candidatos disputam a prefeitura do município, mas o biomédico Dario Vicente (DEM) não conseguiu fazer sua candidatura decolar. Ele é o único dos concorrentes que não nasceu no Amazonas. Normando e Weiseman são os dois filhos de Tefé. Nicscon nasceu em Coari e “Tapioca” em Benjamin Constant.

Tefé é uma espécie de entreposto entre a tríplice fronteira e Manaus. Tem um porto muito movimentado, um comércio agitado e o aeroporto mais equipado da região.

Normando, que vem surpreendendo nesta reta final, é sobrinho do ex-prefeito Hélio Bessa, que dominou a política de Tefé nas décadas de 80 e 90, mas depois caiu no ostracismo. Ele não tem o apoio nem proximidade com o tio, que está na campanha de Weiseman. “Tapioca” é o candidato do atual prefeito, Jucimar Veloso, o “Papi”. Nicson é apoiado por um grupo de políticos que influenciam o município a partir da atuação em cidades vizinhas, como Uarini e Maraã. Weiseman tem o apoio do governador José Melo e do senador Omar Aziz, bem como do ex-prefeito Sidônio Gonçalves, que rivalizou com “Papi” pelo domínio da política local a partir dos anos 2000.

A cassação do candidato eleito por Sidônio em 2012, Antenor Paz, enfraqueceu este grupo político, dando poder a “Papi”. Só que a administração deste não foi da mais exitosas. Daí o surgimento de Normando, que ameaça atropelar neste reta final e se eleger domingo, justamente por ter se estabelecido como “o novo” e não ter o apoio de nenhum cacique local nem estadual.

 

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