Wilson trabalha para fechar todas as portas para Amazonino e Eduardo nos principais partidos

O governador Wilson Lima (União Brasil) tem dedicado a maior parte do seu tempo nos últimos dias para fechar todas as portas dos principais partidos aos principais adversários na eleição deste ano – o ex-governador Amazonino Mendes (sem partido) e o senador Eduardo Braga (MDB). A ideia é deixar os dois isolados. Ontem, por exemplo, ele esteve com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, pedindo para que este tire o controle da legenda das mãos do deputado federal Silas Câmara e o passe aos parlamentares da Igreja Universal no Estado, que são seus aliados.

O primeiro movimento importante do governador, construído na surdina, foi a filiação ao União Brasil. O partido havia prometido caminhar com Amazonino, mas Wilson conseguiu mudar a situação, com a ajuda do presidente regional da legenda, o secretário municipal de Educação, Pauderney Avelino. A sigla é a que tem o maior fundo eleitoral e maior tempo na TV.

Já com controle do Progressistas, Wilson também teve a adesão do PL de Jair Bolsonaro, depois de acenar com apoio ao Coronel Menezes para o Senado.

Com o Republicanos a ideia é tentar cooptar Silas Câmara e a Assembleia de Deus, mas se isso não for possível o governador quer transferir o controle da legenda para a Igreja Universal local, já que os parlamentes desta denominação – o vereador João Carlos e o deputado estadual João Luiz – são seus aliados.

Nos bastidores, Wilson também apoia a pretensão do senador Plínio Valério de ser candidato a governador pelo PSDB, outra porta que tenta fechar para Amazonino.  O governador e seu grupo avaliam que o parlamentar seria uma ameaça menor que o veterano ex-governador.

Esquerda

Até mesmo na esquerda Wilson tenta influenciar. Ele e o senador Omar Aziz (PSD), com quem mantém ótimas relações nos bastidores, trabalham para impedir que o PT de Lula apoie ou filie Amazonino. Contam nessa empreitada com a parceria do presidente regional da legenda, o deputado estadual Sinésio Campos, que faz parte da base de apoio ao Governo.

O PDT também está sob controle. Com a candidatura da ex-secretária e defensora Carol Braz ao Governo, Wilson entende que esta porta também está fechada aos principais concorrentes. Ele não acredita que a ex-auxiliar decole. Ela seria a candidata a prefeita de Manaus dele em 2020, mas recuou depois que as pesquisas indicaram grande rejeição ao Governo.

Trabalhando com desenvoltura e argumentos conhecidos nos bastidores, Wilson usa toda a força da máquina para impedir os adversários de montarem coligações consistentes. Até mesmo uma investida sobre o MDB de Eduardo Braga não está descartada.

 

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