Por Ronaldo Derzy Amazonas*
Sempre que há motivação e espaço pra escrever ou falar, repito uma das frases mais emblemáticas que já ouvi e que descreve de um modo absolutamente preciso o verdadeiro sentido entre nascer, viver e morrer para uma criatura humana que, como eu, acredita na obra da criação e que a vida segue além da morte terrena para aqueles que creem na eternidade: Viver não é mortal; a morte é que é vital (Carlos Heitor Cony).
Antes mesmo de nascermos, Deus já havia definido para cada um de nós um lugar na humanidade como fruto do seu poder Onipotente pois, lá atrás, nos dias em que esteve em febril atividade durante sua magnífica obra criacionista, Ele já havia predito que o homem reinaria sobre toda a criação. E assim foi feito!
Ao homem, Deus não permitiu a imortalidade terrena mas prometeu a vida eterna a cada um daqueles que cumprissem sua Palavra e, como criaturas suas, vivessem as obras da caridade, cuidassem do bem comum, amassem ao próximo, respeitassem seus mandamentos, entre outras regras inerentes aos que creem.
A vida, dádiva Divina, é efêmera e como tal, deve ser vivida de modo a que nos permitamos cumprir não com os ditames das coisas mundanas ou temporais mas, com as coisas do alto para que, no dia da partida, nosso Pai e criador nos tenha reservado um lugar no reino definitivo e no seu lado direito.
Dia após dia, milhões e milhões de seres humanos alcançam o fim da vida terrena após cumprirem um ciclo da vida que lhes foi permitida por Deus. Desses milhões e milhões, muitos se prepararam para alcançar o andar de cima porém, há os que viveram por viver, curtiram por curtir ou ganharam pra perderem a vida pois, para muitos, a vida é apenas uma passagem para o nada já que não creem na eternidade e vivem essa vida intensamente voltada apenas para percorrê-la sem muita responsabilidade e sem muito compromisso com a mística dos céus naquilo que conta pontos diante do Pai que tudo permite mas tudo percebe.
Sempre que morre alguém poderoso, rico ou famoso com forte repercussão na mídia, fico a ruminar interiormente para onde vai a alma dessa pessoa depois de ter vivido intensamente a fase terrena da vida com muitos bens, poder, luxo, esbórnia e alegria permanente.
Logicamente que ser rico, famoso ou poderoso não é sinônimo de ser avarento, perverso, anticristão ou desmerecedor da vida plena nos céus pois há muitas dessas criaturas que vivem o dia a dia cumprindo com a vontade de Deus, vivendo os sacramentos e respeitando seus ensinamentos de um modo que lhes seja permitido alcançar a misericórdia Divina da salvação.
Eu creio na vida eterna e tento viver a vida terrena de maneira que não seja eu mais um na multidão das criaturas de Deus mas, preparo-me dia após dia para ser não apenas merecedor da misericórdia de Deus alcançando o Seu Reino mas, passando nessa vida realizando o bem, vivendo a fé e, como no dizer de São Paulo Apóstolo, “combatendo o bom combate e guardando a fé” pois “Viver não é mortal; a morte é que é vital.” como falou o “imortal” da academia de letras.
Té logo!
*O autor é farmacêutico bioquímico e diretor-presidente da Fundação Hospital Alfredo da Matta
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