Os vigilantes terceirizados das empresas Probank e Locati, que há quatro meses enfrentam atrasos salariais e seguem sem qualquer resposta do Governo do Estado, voltaram a ocupar as galerias da Assembleia Legislativa (Aleam) nesta semana. Desde janeiro eles vêm reclamando, sem que qualquer medida tenha sido adotada pelo Governo do Estado para resolver a situação.
Desde janeiro deste ano, os vigilantes têm procurado a Aleam para denunciar os constantes atrasos salariais. Em uma das primeiras ações, realizaram manifestação pacífica em frente à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), sendo recebidos pela pasta, que prometeu buscar soluções. No entanto, até hoje, nada foi resolvido.
Em fevereiro, o deputado Wilker Barreto (Mobiliza) promoveu reunião com a Comissão de Segurança Pública para tratar do caso, após as empresas retirarem os vigilantes dos postos de trabalho. A ausência dos profissionais obrigou a Polícia Militar a cobrir a segurança de prédios públicos, evidenciando a gravidade do problema. Em março e abril, os trabalhadores retornaram à Assembleia sem que houvesse qualquer avanço ou resposta efetiva do Governo.
Para Wilker, a situação é grave e configura improbidade administrativa, devendo ser investigada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas.
“Eu estou denunciando a secretária de Estado de Saúde por improbidade, porque para mim está configurada improbidade. Para onde está indo o dinheiro da saúde? Para onde está indo o orçamento crescente? Pegue os números do primeiro trimestre. A receita do estado subiu. Se a receita sobe, como é que trabalhadores terceirizados estão sem receber? Se isso não for um alerta para esta Casa, é o quê? Se não for um alerta para o Ministério Público, Tribunal de Contas, é o quê?”, questionou.
Além das denúncias, Wilker também apresentou uma proposta concreta para tentar resolver o impasse. Ele sugeriu que a Assembleia intermedeie uma ação junto ao Ministério Público do Trabalho, envolvendo o Governo do Estado, as empresas terceirizadas e a Secretaria de Saúde. O deputado alertou ainda para o risco de os recursos serem repassados diretamente às empresas sem garantias de que o valor chegue aos trabalhadores, já que muitas delas acumulam dívidas e bloqueios judiciais.
A deputada estadual Mayra Dias (Avante) já havia apresentado o Requerimento nº 806/2025, solicitando providências. Segundo denúncias, as empresas Locati, Tawrus e Probank, responsáveis pelos contratos, estão inadimplentes, deixando de cumprir suas obrigações financeiras com os funcionários.
A falta de pagamento tem causado graves problemas aos vigilantes, afetando suas condições financeiras e desmotivando a equipe. Esses profissionais são essenciais para a segurança das unidades de saúde, garantindo proteção a médicos, enfermeiros e pacientes.
Além dos salários, as empresas suspenderam planos de saúde dos trabalhadores, alegando falta de recursos. No entanto, há relatos de pagamentos seletivos a alguns vigilantes, enquanto a maioria segue sem receber, agravando a crise.
O atraso pode levar a uma paralisação dos serviços, impactando diretamente o atendimento na saúde pública. A situação já causa danos financeiros e emocionais aos trabalhadores, exigindo solução imediata.
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