Indignado e preocupado com a situação instável de mais de 3,5 mil postos de trabalhos de cobradores do transporte público, devido ao sistema de bilhetagem eletrônica que impõe o fim do pagamento em dinheiro nas catracas dos ônibus, o vereador Jaildo dos Rodoviários (PCdoB), cobrou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que garanta a empregabilidade da categoria. O assunto foi debatido durante o pronunciamento do parlamentar, realizado nesta quarta-feira (18), na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
O processo é irreversível, por causa da intenção das autoridades da Segurança de evitar a circulação de dinheiro dentro dos coletivos, como forma de inibir os assaltos.
“É preciso haver compromisso da Prefeitura por meio de um TAC do Ministério Público do Trabalho, garantindo a permanência dos cobradores. A Prefeitura precisa definir oficialmente se a favor ou contra a retirada do dinheiro nas catracas. E se é a favor que continue os cobradores ou que eles fiquem a desempregados”, alertou.
A preocupação do parlamentar surgiu desde que Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram), implantou o projeto piloto no sistema de transporte de bilhetagem eletrônica que impõe o fim do pagamento em dinheiro nas catracas dos ônibus privatizando o sistema no transporte urbano da cidade. Ainda segundo o Sinetram, a medida visa reduzir o índice de assalto.
A preocupação do parlamentar surgiu desde que Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram), implantou o projeto piloto no sistema de transporte de bilhetagem eletrônica que impõe o fim do pagamento em dinheiro nas catracas dos ônibus para reduzir o índice de assaltos, privatizando o sistema no transporte urbano da cidade.
“Na semana passada ocorreu uma Audiência no Ministério Público do Estado entre empresários do setor do transporte coletivo e sindicato dos trabalhadores. Houve ali uma preocupação nossa. No locais onde se tirou a cobrança em dinheiro não acabou assalto. Não há dados que comprovem o contrário. As ocorrências vão zerar para os empresários”, frisou.
Para Jaildo a medida é prejudicial porque além de ameaçar emprego, viola o direito do consumidor. “Onde fica o direito do consumidor de pagar no dinheiro ou no cartão? Onde foi aplicado o sistema, todos os cobradores foram demitidos e a população vai continuar sendo assaltada”, concluiu.
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