Um fato pitoresco e real. Por analogia, a história se repete

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Vendo a forma agressiva e deplorável como o povo vem tratando o pessoal da imprensa, não pude deixar de lembrar de um fato ocorrido com o eminente Rábula cearense Quintino Cunha.

Pelos idos de 1919 ele foi visitar um amigo em Sobral e por lá soube que no dia seguinte seria o julgamento de um sapateiro que havia assassinado à facadas um estudante
de 18 anos. Tendo tomado conhecimento de que o acusado não dispunha de Advogado de defesa, resolveu ir visitá-lo na cadeia para saber do mesmo as razões que o levaram a cometer esse crime.

DOS FATOS:

Contou-lhe o acusado que sua mulher o havia traído com outro homem e depois fugido para Santana do Acaraú. Como a sua pequena oficina de sapateiro ficava próxima a
um colégio, ao término das aulas os alunos passavam em sua porta gritando “corno, corno..”. Isso ocorreu sistematicamente durante dois anos. Certo dia, ele não mais suportando as agressões verbais pegou sua faquinha de sapateiro e deu duas facadas num dos rapazes de dezoito anos que morreu ali mesmo no local.

No dia seguinte e na hora acertada para o início do julgamento, Quintino se apresentou ao Juiz presidente da sessão de julgamento como defensor do réu. Concedida a palavra ao promotor, ele iniciou sua alocução dizendo: “Senhores do Conselho de Sentença, eu farei a apresentação da peça acusatória montado no Código Penal”. Quintino de imediato rebateu: “ Pois V. Excia. faz muito mal em montar em animal que não conhece” risos da plateia.

Meio desconcertado, o promotor continuou lendo a peça acusatória , e ao encerrar sua participação resolveu dar o troco menosprezando Quintino, assim dizendo: “ Vossa
Excelência vem ao Tribunal de alpargatas! Isto, permita-me que o diga, até desmoraliza a profissão!” Muito rápido e sem pestanejar, Quintino deu-lhe o troco: “ Mas, se eu a
desmoralizo com os pés, Vossa Excelência a desmoraliza com a cabeça….”, mais risos da plateia.

Concedida a palavra a Quintino Cunha para fazer a defesa do réu, ele começou dizendo: Exmo. Senhor Dr. Juiz presidente dessa sessão de julgamento; Exmo Senhor promotor Público; Senhores do corpo de Sentença; Distinta plateia. Esse tratamento ele pronunciou cerca de cinco vezes. Na quinta vez, o Promotor mostrando visível irritação, exigiu que o Senhor Juiz determinasse ao Rábula Quintino Cunha que iniciasse a defesa do réu, sob pena de excluí-lo do júri.

Quintino abriu um leve sorriso e disse então: “ Senhores do corpo de sentenças; há apenas dois minutos, eu me dirijo de forma respeitosa às autoridades que compõem essa sessão de julgamento e mesmo assim isso os irritou. Agora imaginem senhores jurados, um humilde homem sendo chamado de “corno” durante mais de dois anos…

Por analogia, quero justificar a revolta do povo contra os maus profissionais da imprensa.
Já se vai um ano e meio que o líder escolhido livremente pelo povo para gerir os destinos dessa nação, vem sofrendo cotidianamente uma campanha difamatória e injusta através da grande mídia. Limitem-se a informar os fatos como ocorreram sem falcear com a verdade , pois esse é o real papel da imprensa informativa e livre. Se não houver uma mudança comportamental desse procedimento injusto e desleal, as coisas podem piorar ainda mais. Os que fazem essa oposição irresponsável e criminosa, serão responsabilizados no futuro, pelas consequências desproporcionais que podem advir.

Que a harmonia e a independência dos poderes possam prevalecer sobre todas as coisas, inclusive sobre interesses pessoais. Tenham juízo, amor a pátria e não incentivem o fratricídio. Bolsonaro conta com a proteção de Deus, a força da maioria do povo brasileiro e o poder moderador das FFAA . Só eles o tiram do poder. Não paguem para vê!

A pátria acima de tudo e Deus acima de todos!

*O autor é empresário aposentado ([email protected])

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