Três episódios vêm sacudindo a sociedade brasileira nas últimas semanas. Um deles, protagonizado por ministros do STF, trás no bojo desastrosas consequências para a liberdade de expressão e outros, envolvem a cúpula da Igreja católica e a Arquidiocese de Manaus, estes últimos de dimensões e resultados não menos preocupantes porque encerram comportamentos ambíguos e preferenciais por quem deveria no mínimo prezar pela imparcialidade e cuidar mais da formação espiritual do rebanho e não tentar trazer de volta a outrora e nada saudosa Teologia da Libertação.
A despeito de combater as tais fake news o presidente do STF de ofício e se espelhando tão somente no regimento interno da Corte Suprema, determinou a abertura de um inquérito sigiloso em que o STF assumiu as tarefas de investigar, apresentar a denúncia e julgar os envolvidos numa atitude que só encontra parâmetros no Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela que não está lá nessas condições de servir de exemplo pra ninguém do mundo jurídico e judicial.
Esse inquérito, é tão horroroso do ponto de vista legal e tão asqueroso na sua essência, que é motivo de chacota política internacional e, em cortes supremas de países com os quais o Brasil mantém relações, é tido como o mico judicial do século.
Quem segura o Supremo nas suas más atitudes? A quem o STF deve prestar contas das suas diatribes? Quem tem coragem de peitar os ministros que rasgam a Constituição, ferem a nação e a submetem ao vexame internacional? Meus aplausos para quem tiver as respostas!
A coisa(esse inquérito não merece outro adjetivo) é tão despropositada e causa tanto desconforto dentro da corte, que os outros nove ministros mal conseguem se manifestar ou se contrapor pois aguardam tão somente que o processo chegue ao Plenário para detoná-lo, julgá-lo, rasgá-lo e jogá-lo na lata do lixo de tão esdrúxulo, imoral e ilegal que ele é. Não vai dar absolutamente em nada! porém, já causou estragos na vida de cidadãos, entidades e movimentos legítimos que apenas utilizam de uma cláusula pétrea da Constituição para manifestar-se livre e soberanamente em suas escolhas, ideologias, pensamentos e palavras. Mais uma jaboticaba enfim!
Outros episódios igualmente tenebrosos envolvem a cúpula da Igreja Católica do Brasil e da Arquidiocese de Manaus.
No primeiro caso, Bispos brasileiros assinaram e divulgaram uma carta dirigida à nação e aos fiéis católicos, em que desancam contra a figura do Presidente da República, cobram posturas, exigem políticas públicas, manifestam pesar aos brasileiros mortos na pandemia, falam de democracia, direitos e cidadania e somente no finalzinho da missiva falam de Deus e seus ensinamentos. Registre-se por oportuno, que a maioria dos bispos que “assinaram” essa malsinada carta estão aposentados, inválidos, interditados física e psicologicamente e idosos. Um horror!
Quando foi que Vossas Reverendíssimas tiveram a mesma postura(aliás autoridade têm) para cobrar dos recentes governos passados que parassem de roubar? Quando que Bispos católicos brasileiros assinaram em unidade uma carta aberta ao povo condenando os sacerdotes pedófilos e homossexuais ou os que faziam política no púlpito das igrejas ou desviaram recursos das paróquias? Quando foi que a CNBB abriu o verbo contra a ditadura de toga? Quando foi que a cúpula da Igreja reuniu para cobrar postura do Congresso Nacional por políticas públicas justas, de combate à corrupção e por atitudes de ética e moral dos parlamentares?
Parece que os nobilíssimos homens de batina observam muito bem a cena brasileira porém com um olhar vesgo. Só pode!
Foi, por tanto se preocuparem com a política e com as coisas terrenas, que essa atitude da CNBB alavancou e deu margens para que a ideologia canhota tomasse de conta da pauta da igreja, ajudasse a eleger uma quadrilha que durante uma década e meia assaltou o país, ideologizou a educação em todos os níveis, deixou as minorias pautarem comportamentos sociais no país, ajudou a soerguer ditaduras na América Latina e torrou a grana do Brasil doando dinheiro para países que não podem pagar a dívida, entre outras aberrações.
O último, porém não menos bizarro episódio aconteceu aqui mesmo na Manaus de mil contrastes.
Todos sabem que recentemente o Papa nomeou um novo arcebispo para pastorear os católicos de Manaus sobre quem já me manifestei aqui em um artigo em que demonstrei preocupação com o recrudescimento dos rumos ideológicos da igreja local tendo em vista o vasto currículo do nosso Arcebispo ligado até o gogó com movimentos, pensamentos, fatos e políticas ideológicas de esquerda. Não deu outra!
Como contribuinte mensal da Fundação Rádio Rio Mar (e deixo registrado que jamais deixarei de sê-lo apesar dos pesares) recebo todos os meses a revista da Arquidiocese e aguardava com certa preocupação a primeira edição sob os auspícios pastorais e orientação editorial do novo pastor. Quanto desalento! Quanta decepção e quanta vergonha que senti ao abrir e ler a “nova” revista!
Recheada de editorial, artigos, matérias diversas e propagandas, a grande maioria do conteúdo vem com a preocupação com o social, com a fé e política e com a democracia. Somente esta última palavra vem repetida nove vezes nos títulos e mais de duas dezenas de vezes no interior dos textos. Credo!
De conteúdo de formação catequética católica e espiritual algumas poucas referências; de ensinamento doutrinário católico nada; de preocupação com a alma e a salvação dos fiéis somente com lupa; de chamamento aos bons exemplos dos nossos Santos e santas nenhuma vírgula. Valei-nos!
Se São João Batista o grande profeta contemporâneo de Jesus voltasse hoje ele clamaria: -Não te é lícito CNBB abandonar os fiéis para te amasiares com a ideologia e com a política enquanto o povo anseia pelas coisas do alto!
Té logo!
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