Todos de olho no dia 7 de julho, para saber se Amazonino e Arthur serão aliados nesta eleição. Entenda

O próximo sábado, dia 7 de julho, é a data limite para que o Estado celebre convênios com prefeituras e outros entes. A partir daí não será mais possível repassar recursos, por imposição da Lei Eleitoral. Por isso o meio político passou a tratar esta data como emblemática para saber se o governador Amazonino Mendes (PDT) e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) repetirão a aliança que levou o primeiro ao Governo do Estado no ano passado.

Explica-se: Arthur atacou Amazonino com veemência no início do ano por conta da promessa não cumprida de ajudar na solução dos problemas de infraestrutura de Manaus. O governador calou-se.

Está no ar nas televisões uma propaganda do Governo que fala em “destinar” R$ 149 milhões para asfaltar as ruas da capital. O verbo é dúbio. Pode ser um recado ao prefeito, manifestando a intenção de ajudar a Prefeitura no projeto já em andamento ou o anúncio de uma ação paralela.

O blog falou com aliados dos dois governantes, mas nenhum deles admitiu qualquer acerto entre os dois. Fora os encontros públicos recentes, não houve nenhuma conversa reservada.

As especulações em torno de um entendimento entre Arthur e Amazonino começaram desde que o primeiro declarou, ainda em abril, que só falaria de eleições em julho. Até ali era dado como certa uma aliança dele com o senador Omar Aziz (PSD), que pretende disputar a eleição para governador. O deputado Arthur Bisneto (PSDB) ainda é cotado como vice ele na chapa.

Nos últimos dias Aziz já começou a admitir que a aliança poderia não vingar. Isso porque Arthur se recolheu. E as especulações sobre um acordo do prefeito com Amazonino tornaram-se mais fortes.

Fato é que esta promete ser uma semana decisiva para um entendimento entre prefeito e governador. Depois do dia 7, se Amazonino não acenar com um convênio junto à Prefeitura para asfaltar as ruas da cidade, o acordo seria muito mais difícil e a forma do Governo intervir em Manaus seria em uma ação paralela, não conjunta, quase uma disputa para ver quem asfalta mais.

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