Claro que em se tratando de mais uma pandemia viral em forma de gripe, todos sabemos a origem, o modus operandi de como e onde começou e o porquê, mais uma vez, o planeta é surpreendido da forma veloz com que mais um vírus dá a volta ao mundo, infecta milhões e continua matando centenas de milhares de seres humanos especialmente idosos.
Mas não é hora pra procurar culpados mesmo à despeito de a China, pela enésima vez, estar no epicentro dessa pandemia com todas as consequências catastróficas para a saúde pública, para a economia mundial, para a profunda alteração nas relações sociais promovidas pelo isolamento e pela quarentena compulsória e pela bancarrota no sistema financeiro e suas intrincadas formas de ganhar e perder bilhões e bilhões de recursos numa gangorra sem fim pondo em risco, inclusive, economias ditas sólidas e inquebráveis. É a globalização sob seu mais rigoroso teste. Uma nova guerra mundial sem uso de armas.
O mundo se vê ante uma verdadeira catástrofe e os dirigentes e os parlamentos correndo da sala pra cozinha sem saber o que fazer e o que é pior, sem poder de reação mesmo quando sabem o que fazer ante a falta de grana, de insumos, materiais de biossegurança, de leitos, hospitais e pessoal treinado.
Já se fala em recessão mundial por conta do derretimento das moedas, da monstruosa queda no consumo e consequente queda na produção industrial, o que demonstra que o diminuto vírus é capaz de pegar o mundo e seus mais poderosos dirigentes de calças curtas e perplexos diante de um quadro dantesco de mortes, colapso no sistema de saúde e na comoção sem parâmetros causada numa sociedade órfã e em desespero querendo encontrar, tateando em em meio à escuridão, uma luz no fim do túnel.
As milhares de mortes de idosos na Europa tem lá suas explicações porque é um continente cuja taxa de expectativa de vida é bem maior que a média mundial mas, também, porque os países europeus com raríssimas exceções, não tem uma política antitabagista o que impõe mais vulnerabilidade aos habitantes que apresentam comorbidades pulmonares e cardíacas muito mais perigosas para os mais velhos atingidos pelo CoVid19, como temos conhecimento.
Há também no continente europeu uma cruel política de isolamento de idosos por parte das famílias que confinam seus velhinhos em minúsculos apartamentos verdadeiras saunas no verão e indefectíveis sibérias no rigoroso inverno e só os visitando, presencialmente, de quando em vez ou delegando essa tarefa pra cuidadores. Triste realidade!
O Brasil, na atual pandemia, tem a obrigação de agir de modo diferenciado pois sabe em quem e em que não se mirar para não cometer os mesmos erros evitando assim mais mortes e promovendo menos danos na população.
Não é fácil determinar por decreto mudanças comportamentais para um povo sem cultura de auto proteção, refratário a políticas de isolamento ou quarentena, resistente a ficar em casa mesmo que isso seja para seu bem e o que é mais grave, sem noção do perigo porque, ante uma catástrofe eminente, faz troça de tudo e pensa que apenas o vizinho será alcançado pelo mal.Credo!
As curvas epidemiológicas da pandemia no Brasil apresentam tendência de formar uma corcova em vez de se comportar como um monte mais suave e aí se manter num tempo mais curto do que em muitos países em que a doença causou estragos o que é extremamente grave, pois denota que os índices de transmissão serão sempre crescentes e em escala geométrica tendo em vista que, sem testagem em massa, não dá pra colocar os casos mais brandos em isolamento doméstico para cuidar-se com mais dedicação e afinco dos mais graves nas UTI dos hospitais na tentativa às vezes inglória de salvar vidas.
No nosso estado vejo uma enorme interrogação sobre o quadro epidemiológico mais seguro que iremos enfrentar ou por conta do nosso isolamento geográfico ou por conta das medidas governamentais mais drásticas a serem adotadas ou por conta das reações da sociedade mais ou menos resistente diante do perigo.
Há visivelmente uma tomada de decisões planejadas tanto do ponto de vista das medidas adotadas com antecedência por meio da edição de decretos normatizadores e constritores como também as prontas ações de saúde no campo da ampliação de leitos, salas de UTI, medidas protetivas e treinamento de servidores e realização de testagens com vistas a conter o avanço da doença o que, embora não seja tudo, trata-se do possível a ser feito.
Nenhum país, estado, município, governo, gestor público, ninguém aguardava e estava preparado para um tsunami repentino como esse daí, assistimos os improvisos, a máxima boa vontade e os esforços até sobre-humanos para o enfrentamento a essa pandemia.
Porém, a mim me preocupa sobremaneira, nossas fronteiras molhadas com países vizinhos onde não existe políticas públicas de saúde e, os estrangeiros, adentram livremente nos municípios do estado pelos rios num vai e vem interminável o que pode contribuir com o agravamento da pandemia sabendo-se que nosso interior é carente de leitos, de tecnologia, de profissionais, de meios de transporte e vivem um isolamento sustentado pelo distanciamento da capital.
Resta-nos aguardar o desenrolar epidemiológico da pandemia, a tomada de consciência por parte da sociedade e o desenvolver das ações e reações das autoridades políticas e da saúde, para que pelo menos haja redução de danos com menos mortes.
O povo pode até ter medo mas medo pra se cuidar e se preservar, se isolando em casa, orando em família, evitando as aglomerações e informações deformadas e deixando o pior passar ao longo do tempo.
O que não pode haver é pânico especialmente entre os profissionais da saúde como o de uma médica de uma instituição de saúde pública que dia desses foi trabalhar paramentada feito uma astronauta e, ao se despedir, saiu abrindo portas, pegando em objetos e superfícies com sua indefectível e necessária luva, esquecendo que estava superprotegida, porém, nem aí para seus colegas de trabalho.
Por essa o planeta não esperava daí o transe que se vive não sei até quando.
Oremos!
Té logo!
Compartilhe isso:
- Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
- Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
- Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir




